HOMENAGEM AO HUMBERTO MEU PAI E A TODOS OS PAIS!!

HOMENAGEM AO HUMBERTO MEU PAI E A TODOS OS PAIS!!

Hoje não há como não se pensar em pais. Já há algumas semanas estamos sendo lembrados do dia que comemoramos ou lembramos nesta data.
   Eu me lembro com saudades de um mineiro de bom coração, cruzeirense até morrer, fúrio que só ele, mas amoroso pra “xuxu”. É este era meu pai. Ou o “Humberto” como eu gostava de chamá-lo nos últimos anos de nossas vidas juntos.
    Como a maioria de nós, Humberto teve acertos e erros nessa vida, ele trouxe à vida cinco filhos e com grande dor perdeu seu primogênito, ainda pequenino.
     Esse mineiro que puxava os “ss” e nunca deixou de ser apaixonado pelas Minas Gerais amava D. Ivonne, minha mãe, como poucos amores eu vi ou tive notícia. Que eu me lembre, não passavam mais de algumas horas sem brigar, mas ele não vivia sem ela, e para minha surpresa, descobri que a recíproca era verdadeira. No mesmo mês, quase completando um ano da morte de meu pai, minha mãe repentinamente morreu, e eu não achava que ela fosse tão ligada a ele, quanto ele a ela.É nossos “achismos” não passam muitas vezes de meras suposições.
    Quando vejo algumas coisas que tenho feito de minha vida e penso que o “Humberto” está olhando lá de cima até me encolho de medo.  Consigo até ouvir: “É uma barbaridade”. Pois é, sempre fui rebelde, atrapalhada, faço “quase tudo que me dá vontade, e imagino que meu pai, um mineiro que ainda nos via todos como criançinhas, e viventes da década de 30, pensaria da Didinha, pois era assim que gostava de me chamar, claro, quando eu não aprontava alguma “daquelas”… Mas talvez, em algumas coisas, ele até se orgulhe de mim, vendo meu coração, ele sabe que faço o melhor que eu posso.
   Que pena que o Humberto não viveu mais alguns aninhos. No ano de sua morte o cruzeiro foi Campeão Brasileiro pela 1a. vez, sério, parecia até brincadeira, dessas que Papai do Céu de vez em quando apronta e não entendemos bem o porquê. Fui eu e a Marcelle, minha filha do meio a Belo Horizonte, assistir a final, numa homenagem ao “Seu Humberto”, que com certeza vibrava feliz conosco. Fomos de ônibus para fazermos uma homenagem “com raça”, porém nosso lado “burguesinhas” fez com que rapidamente após o jogo trocássemos as suadas 16 hors de ônibus por um vôo de 1 hora e meia. Mas isso não desqualifica nosso esforço…rss.
   Aí veio a Geórgia, linda, uma princesa. A filha de minha irmã caçula. Meiga e dengosa como um doce de coco. E o vô Humberto que era todo chameguento, podem imaginar, iria derreter com tanta doçura. Sério, todos os netos ganhavam apelidos, carinhosos ou travessos, mas os nomes dados pelo vovô jamais faltaram.
   Então casou-se a Michelle, minha filha, curitibana, sempre morou aqui, e sabe quem ela encontra, um mineiro, e eu me atreveria a dizer, tão fanático pelo cruzeiro quanto meu PAI. Incrível coincidência, destas que estou na fila do céu logo que chegar lá, só pra saber, e eu espero que chegue, só pra perguntar os comos e porquês dessa vida.
    O rapaz é tão cruzeirense que interrompemos viagens, almoços, jantares, tudo pelos jogos do cruzeiro. Conta a lenda que a lua-de-mel de minha pobre menina só não foi interrompida por que souberam a tempo o horário do jogo então deu tempo de adiar, a lua-de-mel, é claro…. Imaginem o quanto meu pai gostaria deste rapaz.
    E agora, além de tudo isso, nascem os gêmeos,  um casal, os bebês mais lindos amáveis, fascinantes, sorridentes e charmosos do mundo, calma, eu não sou a mãe, apenas a tia e madrinha de um deles, mas os amo como meus, são da minha irmã caçula. E ainda para completar, o Bernardo, o menino, é a cara e tem todo o jeito de meu pai. Puxa, podia o nosso mineiro ter ficado com a gente mais uns aninhos né?? Eu penso que ele lá de cima vê tudo, mas como queria compartilhar com ele ainda essas coisas de nossa vida.
    Queria tanto mostrar meu filho caçula de uniforme do cruzeiro, fazendo escolhinha de futebol do cruzeiro, é descobrimos uma aqui em Curitiba.
     Gostaria tanto de vê-lo com a Geórgia e os gêmeos da Lu, tirando fotos, que ele adorava, levando-os a passear, babando até não poder mais.
     Daria um queijo por um beijo, como brincávamos, para ver ele e o Mateus, meu genro, assistindo os jogos do cruzeiro, vibrando com as vitórias e xingando os juízes e times adversários nas derrotas.
     Mas infelizmente não me cabem mais essas escolhas, só me cabem fazer escolhas em relação a quem está por aqui, e eu quero escolher hoje parabenizar todos os pais e também as mulheres dos pais de seus amados filhos.
     Parabéns aos pais mais presentes, e também aos mais ausentes; aos que são mais bravos, e aos mais amorosos; aos mais brincalhões e aos mais tímidos; aos que são tão pais mesmo que não o foram fisicamente, e aos que às vezes estão afastados de seus filhos. Aos pais que passaram pela maior tristeza que é perder um filho e tiveram que sobreviver, estes são pais-heróis.
     Pais que bom que todos nós de alguma forma tivemos vocês em nossa vidas!!!!
    

                                               Claudia

Sobre Junior

Cristão, amante da Natureza, de bem com a vida, feliz por trabalhar com prazer
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