FIOS DE SEDA

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Produção de fios de seda é cada vez mais rentável no Brasil

Canal Rural – Eduardo Silva

Valorização no preço do casulo já chega a 40%

A produção nacional de fios de seda é usada principalmente na exportação. O mercado internacional em expansão e o abandono da sericicultura elevaram os preços pagos aos produtores de casulos de seda. A matéria-prima já está ficando escassa e a indústria busca retomar a produção da cultura.

A plantação de amora indica que na propriedade tem criação de bicho da seda. As folhas são a única alimentação do inseto, que é extremamente sensível. Por isso, o cuidado para manter o barracão livre de bactérias.

As lagartas chegam em caixas com 33 mil cabeças. Em 25 dias, elas já estão em casulos, e é justamente o fio fininho e branco que serve de matéria-prima para um dos mais nobres tecidos da indústria têxtil: a seda. O Paraná é o maior produtor de casulos de seda, com 90% da produção nacional. Atualmente, são 2,6 mil pequenas propriedades que têm na atividade a principal fonte de renda. O produtor Paulo de Oliveira chega a ter nove safras por ano, o que equivale a duas toneladas do material para a produção de fios.

– É a minha fonte de renda, o meu sustento. Para ter resultado, apostamos na qualidade – conta Oliveira.

A atividade chegou ao Brasil com os imigrantes japoneses na década de 1940. Agora, a maior parte da produção da indústria brasileira é exportada para os orientais. Mesmo movimentando uma economia milionária, o setor está em crise, causada pelo abandono do campo.

Segundo a indústria, o êxodo rural e a substituição na propriedade por outras culturas agrícolas como soja e cana, provocaram uma redução na base produtiva. O resultado foi uma valorização de 40% no preço do casulo. E com abertura de novos mercados na Europa, a matéria-prima pode ficar escassa no país.

– Já está faltando, estamos vendendo para Europa. São grifes famosas que estão expandindo, e nós, no ano passado, já não demos conta da demanda – diz o gerente de produção de fios José Oda.

Para tornar a sericicultura ainda mais atraente, a indústria que fornece as larvas e as amoras aposta no melhoramento genético e investe em técnicas para reduzir a mão de obra.

Atualmente, um sistema de roldanas auxilia no estágio de formação dos casulos. Dezenas de fôrmas, chamadas de “bosque kaiten”, são colocadas ao mesmo tempo para as lagartas tecerem o fio. Uma outra máquina também auxilia na retirada do material das fôrmas. Antes, tudo era feito manualmente.

– A gente faz cruzamento genético para obter uma melhor qualidade de raças chinesas com raças japonesas. É uma atividade familiar, e com bons ganhos e que preserva o ambiente, já que não utiliza agrotóxico algum. Além de fornecer o material, pagamos a vista – completa Oda.

O tecido leve e resistente no mundo da moda se transforma em gravatas, lenços e quimonos. Este ano, o Brasil deve faturar R$ 25 milhões com exportação.

– A França vai comprar nos próximos quatro anos, e fechamos contrato. O mercado é exigente – explica o exportador Nayoki Suzuki.

Publicado em: 24/10/2011

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Sobre Junior

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