EXCELENTE MATERIAL SOBRE QUELÔNIOS

EXCELENTE MATERIAL SOBRE QUELÔNIOS

Quelônios
Acanthochelys radiolata – Cágado amarelo
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Acanthochelys
Espécie: Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Nome popular: Cágado amarelo.
Distribuição: Costa leste do Brasil, da foz do rio São Francisco até o Estado de
São Paulo, registro isolado na Bacia do Alto rio Xingu no Estado do Mato
Grosso, lagoas litorâneas ou de baixa altitude.
Características: Apresenta nariz curto e proeminente. Os olhos possuem íris
branca. Barbelos presentes. Possui acentuada variação ontogenética. Filhotes
nascem com coloração vermelha, que gradativamente muda para amarelo, em
torno de três meses. Carapaça ovalada e achatada, de coloração verde escuro,
cinza ou negra, com radiações estriadas. Tamanho médio de 20 cm de
comprimento. Possui sulco dorsal raso entre a 2ª e 4ª vértebras. Marginais largas
e voltadas para cima. Possui um corte posterior discreto. Plastrão grande,
amarelado com manchas negras. Pescoço esverdeado ou acinzentado
dorsalmente, e amarelo ventralmente. Na sua superfície, apresenta vários
tubérculos pequenos e arredondados.
Status populacional: O cágado amarelo está classificado como Baixo Risco –
próximo de ameaça (LR-nt) na Lista Vermelha da IUCN de 2004.
Alimentação: Alimenta-se de peixes, anfíbios, insetos aquáticos, moluscos e
vermes. Em cativeiro são oferecidos peixes, carne e ração.
Reprodução: Colocam de um a seis ovos, com período de incubação em torno
de 135 dias.
(Espécie exótica) – Trachemys scripta elegans
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Cryptodira
Família: Emydidae
Espécie: Trachemys scripta elegans
Nome popular: Tigre dágua americano.
Distribuição: Esta espécie é exótica e muito confundida com a brasileira T.
dorbigni. Originária do sul dos Estados Unidos, sua importação foi proibida
desde 1991, mas é a mais comumente comercializada como “pet” no Brasil,
Características: Apresenta uma faixa vermelha em cada lado da cabeça,
podendo apresentar uma mancha vermelha no topo da cabeça. A faixa lateral
pode apresentar-se na forma de duas ou três manchas consecutivas e com cor
variando de laranja a vermelho-escuro. As listras do queixo são estreitas e as da
região pleural são amareladas. Todos os escudos do plastrão apresentam uma
mancha escura, ovalada e relativamente definida.
Chelonoidis carbonaria – Jabuti piranga
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Cryptodira
Família: Testudinidae
Gênero: Chelonoidis
Espécie: Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
[Sinonímia: Geochelone carbonaria]
Nome popular: Jabuti piranga, Jabuti negro.
Distribuição: Apresenta uma distribuição ampla que vai desde o Panamá,
Colômbia, Venezuela, Guiana, Bolívia até o Paraguai e Argentina, sendo que no
Brasil tem ocorrência registrada do médio ao baixo rio Amazonas e pontos das
regiões Nordeste e Centro-Oeste. Embora ocupe habitats tipicamente
caracterizados como savanas e áreas abertas, representados no Brasil pelo
cerrado (região Centro-Oeste) e caatinga (região Nordeste), o G. carbonaria é
simpátrico com G. denticulata em algumas áreas de floresta tropical úmida
(médio e baixo rio Amazonas), florestas úmidas entre os ecossistemas
amazônicos e de cerrado, sendo o G. denticulata muito mais abundante nas matas
altas tropicais da Amazônia e o G. carbonaria prefere campos mais abertos,
pequenos bosques e veredas. Ambas as espécies costumam se esconder entre
folhagens e húmus.
Características: Apresenta um tamanho médio de 40 cm, chegando a alcançar
50 cm de comprimento de carapaça, sendo laterais côncavas, quando vistas de
cima. Anel de crescimento bem definido circunda as auréolas vertebrais e
pleurais, usualmente com 11 marginais de cada lado. Coloração negra, com
auréolas amarelas ou laranja. Esses quelônios apresentam crescimento contínuo e
vida longa. Pés em forma de coluna com dedos indistintos e garras robustas,
casco ovalado, bastante alto. O dimorfismo sexual consiste no fato de os machos
geralmente apresentarem uma concavidade no plastrão, que se estende desde as
placas humerais até as bordas posteriores das placas femorais e funciona como
um encaixe no momento da cópula. Quando jovens, essa diferença não é
acentuada e a sexagem pode ser realizada por uma análise da cauda, sendo maior
nos machos. O dimorfismo propriamente dito só é evidente após os quatro anos
de idade.
Status populacional: O jabuti piranga não está classificado na Lista Vermelha
da IUCN de 2004.
Alimentação: São onívoros, alimentando-se principalmente de frutas, sementes,
flores e matéria orgânica em decomposição. Em zoológicos ou em criadouros,
costuma-se alimentá-los a base de frutas e verduras picadas, misturadas em carne
e vísceras cruas e moídas acrescidas de farinha de ossos.
Reprodução: São animais muito rústicos, utilizam de preferência o olfato para
detectar e diferenciar o alimento e a visão para localizar a parceira. A idade para
reprodução se inicia por volta dos seis anos e, em cativeiro esses animais se
acasalam ao longo do ano. A reprodução ocorre com 10 anos. Tem sido
constatado que abertura da cloaca indica o início desses animais estarem aptos
para reprodução, ocorrendo a partir de uma abertura entre 2,5 e 3,0 cm –
passagem do ovo. As fêmeas põem de 2 a 15 ovos, podendo realizar mais de uma
postura por período de nidificação. A época de postura é muito variada, podendo
em determinado ano ocorrer entre os meses de agosto a fevereiro e no ano
seguinte entre os meses de junho a janeiro. O curioso é que tais animais incubam
seus ovos por um período muito longo, que pode variar de quatro a 10 meses,
com uma média de 150 dias.
Chelonoidis denticulata – Jabuti-tinga
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Cryptodira
Família: Testudinidae
Gênero: Chelonoidis
Espécie: Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
[Sinonímia: Geochelone denticulata]
Nome popular: Jabuti amarelo, Jabuti-tinga.
Distribuição: Do sudeste da Venezuela, passando pelas planícies da Guiana para
o Brasil, onde habita por toda bacia Amazônica e ainda, ocupando áreas da
porção oriental do Equador e Colômbia. Norte oriental do Peru e norte e sudeste
da Bolívia. No Brasil, ocorre em pontos restritos da região nordeste, na bacia do
rio Mearim, no Maranhão, e próximo à foz do rio São Francisco. Na região
Centro-Oeste está presente junto às nascentes do rio Tocantins, em Goiás, e na
bacia do rio Paraguai, nas bordas do Pantanal mato-grossense. Na região Sudeste
está presente em pontos da Mata Atlântica, próximo à costa, entre a Bahia e o
Rio de Janeiro.
Características: É considerado o maior jabuti na América do Sul (continente),
podendo apresentar um comprimento de carapaça de até 82 cm. Pouco exigente
em qualidade de espaço e de manutenção extremamente simples e barata,
também tem sido buscado para atendimento de crendice popular, de que a
presença desses animais em casa possa livrar os habitantes de doenças como
asma e bronquite. Dessa situação, decorre a formação da maioria dos plantéis em
muitos dos zoológicos brasileiros, através de doações feitas pelos detentores de
posse, que passam a não mais querer esses animais quando alcançam grandes
tamanhos.
Status populacional: O jabuti amarelo está classificado como Vulnerável (VU
A1cd+2cd) na Lista Vermelha da IUCN de 2004.
Hábitos: Habita desde matas tropicais até matas arbustivas esparsas semelhantes
à zona de transição entre cerrado e florestas mais densas, subtropicais ou
tropicais. Não apresenta comportamento social e os encontros são mais
freqüentes em locais com abrigos naturais de uso comum, onde os animais se
reúnem para pernoitar ou se proteger durante períodos de ocorrência de chuvas
intensas.
Reprodução: A reprodução ocorre a partir de seis anos, com ninhos variando de
um a 12 ovos. O período de incubação gira em torno de nove meses. Além do
uso para alimentação, essas espécies são comercializadas como animal de
estimação, sendo bastante apreciadas, principalmente pelas crianças, devido à
sua aparência exótica e ao fato de ser um animal quieto, conveniente e de fácil
manejo.
Chelus fimbriatus – Matá-Matá
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Chelus
Espécie: Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Nome popular: Matá-Matá.
Distribuição: O Matá-Matá ocorre na parte central e norte da América do Sul,
nos rios Orinoco e da Bacia Amazônica, na Venezuela, Colômbia, Equador,
Peru, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Brasil. Prefere rios de água
escura e de pouca correnteza, lagos de água barrenta e estagnada, ou até mesmo
pântanos.
Características: É um animal peculiar, tanto que alguns autores o citam como
sendo uma das criaturas mais estranhas do planeta. Sua cabeça é grande e
achatada, com um “focinho” muito longo, tubular e estreito.Possui três quilhas
nodosas (calombos) na sua carapaça, de cor marrom-escura, tendo todos os
escudos, aspecto rugoso. O pescoço é maior do que a coluna vertebral e
apresenta uma franja lateral constituída de pequenas barbelas em cada lado. Nos
indivíduos adultos, a cabeça, pescoço, bordas laterais e cauda possuem coloração
marrom-acinzentada. Apresenta carapaça com largura maior do que o
comprimento. Possui tamanho médio em torno de 44 cm.
Status populacional: O matá-matá não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004.
Hábitos: Tem o hábito de permanecer escondido a uma profundidade que lhe
permita posicionar seu focinho tubular um pouco acima da superfície da água
para respirar. Esse animal pode reter o ar por longos períodos de tempo, o que
lhe permite ficar imóvel no fundo, imitando uma pequena rocha coberta por
algas. Sua estrutura bizarra e a facilidade com que muitas algas se grudam no seu
casco facilitam a captura do alimento, fazendo desse animal um predador do tipo
“traiçoeiro”. Ele espera, imóvel, que a presa se aproxime e em seguida, ataca de
emboscada.
Alimentação: É carnívoro, alimentando-se de invertebrados aquáticos e peixes.
Reprodução: A desova é feita em locais em que ocorrem espinhos, pedras e
folhas, com postura de 12 a 28 ovos, pequenos, de casca dura e bastante áspera.
Hydromedusa maximiliani – Cágado de serra
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Hydromedusa
Espécie: Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1820)
Nome popular: Cágado de serra.
Distribuição: É restrito aos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo
e Minas Gerais, no sudeste do Brasil. Habita também em corpos de águas lentas,
em regiões de altitude.
Características: Carapaça oval, de coloração marrom, achatada dorsalmente.
Pode atingir até 21 cm de comprimento. Presença de quilha medial, com
protuberâncias posteriores nas 1ª e 4ª vértebras, que tende a desaparecer com o
crescimento do animal.Pescoço com a mesma coloração da cabeça, possuindo
numerosos tubérculos espinhosos. Não possui barbelos. Membros de coloração
esverdeada na parte superior e amarelada na inferior.Apresenta grande
dimorfismo sexual, o macho possui plastrão côncavo e cauda longa. É maior do
que a fêmea.
Status populacional: O cágado da serra está classificado como Vulnerável (VU
B1+2cd) na Lista Vermelha da IUCN de 2004.
Alimentação: É uma espécie muito pouco estudada; sabe-se que é carnívora,
comendo insetos aquáticos, anfíbios, e, provavelmente, peixes. Em cativeiro são
oferecidos peixes e carne.
Reprodução: Depositam dois ou três ovos, entre dezembro e janeiro. Período de
incubação de 250 a 300 dias.
Hydromedusa tectifera – Cágado-pescoço-de-cobra
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Hydromedusa
Espécie: Hydromedusa tectifera (Cope, 1869)
Nome popular: Cágado-pescoço-de-cobra.
Distribuição: Ocorre nas regiões sudeste e sul do Brasil, no Paraguai, Argentina
e Uruguai.
Características: Pescoço bastante longo e pelas cristas na parte posterior da
carapaça. Não possui barbelos. Presença de uma quilha mediana, com
protuberâncias na região das vértebras. Machos possuem plastrão côncavo e
profundo entalhe anal. Fêmeas possuem cauda curta e atingem porte maior que
os machos.
Status populacional: O cágado pescoço de cobra não está classificado na Lista
Vermelha da IUCN de 2004.
Hábitos: É encontrado em corpos dágua com pouca correnteza e de fundo
lodoso, como açudes, lagoas, riachos e rios ricos em vegetação aquática. Nos
períodos mais frios, esta espécie costuma hibernar, enterrando-se no fundo
lamacento.
Alimentação: É carnívoro, comendo lesmas (moluscos), insetos aquáticos, peixe
e anfíbios. Contudo, parece que sua preferência são as lesmas. Em cativeiro são
oferecidos peixes e carne.
Reprodução: Desova de novembro a maio, de sete a 15 ovos, com tempo de
incubação entre 94 e 128 dias. Seus ovos são alongados, brancos e de natureza
calcárea. Os filhotes nascem com cerca de 30 mm de comprimento, sendo suas
carapaças mais rugosas do que as dos adultos.
Kinosternon scorpioides – Muçuã
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Cryptodira
Família: Kinosternidae
Gênero: Kinosternon
Espécie: Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Nome popular: Muçuã, Jurará.
Distribuição: Desde o Panamá, Guianas até o Brasil. No Brasil, esse quelônio
habita permanentemente locais de campo alagado e não faz migração, havendo,
portanto, reduzida concentração da espécie na Amazônia, com maior ocorrência
na Ilha do Marajó. Ocorre também no Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.
Características: Essa espécie faz parte do grupo das tartarugas conhecidas como
tartarugas do lodo ou almiscaradas. Quando atacadas exalam uma substância de
odor intenso, chamado almíscar, que é secretada por glândulas situadas diante
das patas posteriores. O muçuã é considerado um animal de pequeno porte,
dificilmente atingindo mais de 27 cm de comprimento, possuindo no entanto,
cabeça grande e maxilar forte, com os quais podem morder. Apresenta coloração
marrom-escura, com manchas vermelhas e possuem carapaça ovalada com três
quilhas dorsais no sentido longitudinal. O plastrão apresenta os lobos anteriores e
posteriores móveis. Os machos apresentam cauda comprida e plastrão côncavo,
com espinho córneo e as fêmeas a cauda curta e plastrão plano.
Status populacional: O muçuã não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004.
Alimentação: É uma espécie onívora, comendo peixes, girinos, anfíbios insetos
e algas. Devora também toda matéria morta que encontra, evitando assim que
restos de decomposição impurifiquem a água de lagos e charcos.
Reprodução: O acasalamento parece ocorrer durante todo o ano e cada fêmea
põe de um a sete ovos, com média de três, e o período de incubação varia de
quatro a cinco meses. A desova pode ocorrer até três vezes ao ano.
Mesoclemmys gibba – Cágado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Mesoclemmys
Espécie: Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
[Sinonímia: Phrynops gibbus]
Nome popular: Cágado.
Distribuição: Ocorre nas regiões centrais e norte do Peru, leste do Equador,
sudoeste da Colômbia até o Rio Negro, no Sul da Venezuela. Também ocorre na
Serra Nevada, no norte da Venezuela, Trinidad, Guianas e norte do Brasil.
Recentemente foram encontrados exemplares no Paraguai. Vive em charcos
rasos, lagoas e córregos de água escura.
Características: Esta espécie apresenta carapaça ovalada e achatada com
coloração marrom, cinza escuro ou negra; comprimento da carapaça até 23 cm;
tamanho moderado da cabeça e os barbelos do queixo são pequenos.
Status populacional: O cágado não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004.
Alimentação: É onívoro, comendo plantas, larvas de insetos aquáticos e girinos.
Em cativeiro aceita bem qualquer tipo de carne.
Reprodução: A época de nidificação varia de julho a novembro. A fêmea põe de
dois a quatro ovos por postura e o período de incubação é de aproximadamente
200 dias.
Mesoclemmys heliostemma – Cágado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Mesoclemmys
Espécie: Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2000)
[Sinonímia: Batrachemys heliostemma]
Nome popular: Cágado.
Distribuição: Bacia do Alto rio Amazonas, no sul da Venezuela, oeste do Brasil,
nordeste do Peru e leste do Equador ao sudeste da Colômbia.
Características: Difere de outros do mesmo gênero pela distinta coloração da
cabeça; pequeno tamanho dos tubérculos do pescoço; ausência de linha
horizontal na íris; o 4º escudo vertebral é sempre mais largo do que longo; o 11º
escudo marginal é igual ou maior ao do 12º; maior área de cobertura (carapaça)
para se esconder; escudo marginal lateral ligeiramente virado para cima; maior
largura do lobo anterior do plastrão; escudo intergular mais estreito do que o
gular; seu padrão de sutura do plastrão e seu padrão de plastrão.
Status populacional: O cágado não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004.
Mesoclemmys hogei – Cágado de hoge
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Mesoclemmys
Espécie: Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
[Sinonímia: Phrynops hogei]
Nome popular: Cágado de hoge.
Distribuição: Ocorre em áreas baixas da Bacia do rio Paraíba do Sul, nos
Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e nas proximidades do rio
Itapemirim, no Espírito Santo.
Características: Cabeça estreita, de cor marrom na parte dorsal e amarela
ventralmente, com uma linha colorida que se estende da borda dorsal da maxila
até o tímpano (nas fêmeas é de coloração vermelho escuro). Carapaça lisa com
formato de cúpula, de cor marrom, plastrão amarelo ou com manchas irregulares
cinza. Comprimento médio de carapaça 28 cm. Maior tamanho encontrado 38
cm para macho e 30 cm para fêmea. Peso máximo encontrado – 3,50 kg. Peso
médio 2,10 kg para fêmeas e 1,92 kg para machos. Filhote 50 g. Dimorfismo
sexual – macho côncavo no plastrão e plano nas fêmeas.
Status populacional: O cágado não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004. Encontra-se na Lista Oficial Brasileira de Animais Ameaçados
de Extinção (IN 003/2003).
Alimentação: Seus hábitos alimentares são pouco conhecidos. Em cativeiro
alimentam-se de carne e peixes.
Reprodução: Não há estudos sobre a reprodução da espécie na natureza.
Mesoclemmys nasuta – Cágado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Mesoclemmys
Espécie: Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
[Sinonímia: Phrynops nasutus]
Nome popular: Cágado.
Distribuição: Ocorre no sudoeste da Colômbia, leste do Peru e norte da Bolívia,
espalhando-se em direção ao leste até a bacia do Rio Amazonas. Vive também
nas drenagens caribenhas da Guiana Francesa e Suriname. Habita pequenos
córregos dentro de pequenas florestas de águas claras, além de lagos, charcos e
açudes barrentos.
Características: Possui carapaça oval, achatada, geralmente mais larga na
região posterior, de coloração marrom ou cinza oliva. Largura da cabeça maior
que 20% do comprimento da carapaça, que possui em torno de 32 cm. Plastrão
de cor creme, por vezes avermelhado, marcado por inúmeras manchas negras
que podem estender-se das narinas até a base do pescoço, separando uma região
dorsal negro-acinzentada de uma região ventral creme, marcada por várias faixas
e manchas negras. Mancha negra em forma de ferradura na região gular. Os
barbelos são longos. Machos com cauda comprida e, por vezes plastrão côncavo,
fêmeas com cauda curta e plastrão plano.
Status populacional: O cágado não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004.
Alimentação: É presumivelmente carnívoro, contudo nenhum estudo tem
relatado sua alimentação em ambiente natural.
Reprodução: As fêmeas põem de seis a oito ovos esféricos, ovipostos em ninhos
rasos. Os filhotes possuem cerca de 58 a 60 mm de comprimento de carapaça.
Mesoclemmys raniceps – Cágado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Mesoclemmys
Espécie: Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
[Sinonímia: Phrynops raniceps]
Nome popular: Cágado.
Distribuição: Bacia do Alto rio Orinoco ao Amazonas, no leste da Colômbia,
sul da Venezuela, Peru, Brasil e Bolívia.
Características: Espécie semelhante a B. nasutus. Carapaça oval, com até 33 cm
de comprimento.
Status populacional: O cágado não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004.
Alimentação: Hábito alimentar carnívoro.
Reprodução: As fêmeas põem de seis a oito ovos esféricos, ovipostos em ninhos
rasos. Os filhotes possuem cerca de 58 a 60 mm de comprimento de carapaça.
Mesoclemmys tuberculata – Cágado do nordeste
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Mesoclemmys
Espécie: Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
[Sinonímia: Phrynops tuberculatus]
Nome popular: Cágado do nordeste.
Distribuição: Leste do Brasil, no rio São Francisco e bacias adjacentes. É
endêmica do nordeste do Brasil, ocorrendo nas caatingas e no agreste.
Características: Carapaça oval e abaulada, com quilha medial irregular,
possuindo dois sulcos paralelos, um de cada lado. Em animais mais velhos estes
sulcos se unem na parte posterior, formando um único sulco medial. Cabeça
larga com focinho proeminente. Escama cervical larga, com coloração marrom
escuro ou negra. Boca com coloração mais clara. Possui dois barbelos. Pescoço
pode ou não conter tubérculos. Coloração varia de cinza uniforme a cinza com
manchas amarelas ou rosadas. Plastrão bem desenvolvido, com coloração que
varia de totalmente amarelo a amarelo com manchas escuras ou totalmente
escuras. Possui tubérculos nos membros posteriores. Machos possuem cauda
longa e plastrão côncavo.
Status populacional: O cágado do nordeste não está classificado na Lista
Vermelha da IUCN de 2004.
Alimentação: Seus hábitos alimentares são pouco conhecidos. Em cativeiro
alimentam-se de carne, peixes e ração.
Reprodução: Seus hábitos reprodutivos são pouco conhecidos.
Mesoclemmys vanderhaegei – Cágado vanderhaege
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Mesoclemmys
Espécie: Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
[Sinonímia: Phrynops vanderhaegei]
Nome popular: Cágado vanderhaege.
Distribuição: Bacias dos rios Paraguai e Paraná no Paraguai, Brasil e Argentina.
Existem registros também para o Estado de São Paulo. Habitam rios e lagos.
Características: Apresenta carapaça ovalada, com um sulco medial, de
coloração marrom, cinza ou negra. Plastrão amarelo com manchas marrons ou
negras. Cabeça e pescoço pequenos em relação à carapaça. Focinho proeminente.
Parte superior cinza, inferior amarela. Machos possuem cauda longa e sulco
fundo no plastrão. Fêmeas possuem cauda curta e sulco raso no plastrão.
Status populacional: O cágado vanderhaege não está classificado na Lista
Vermelha da IUCN de 2004.
Alimentação: Seus hábitos alimentares e reprodutivos são pouco conhecidos.
Em cativeiro alimentam-se de carne, peixes e ração.
Reprodução: Seus hábitos reprodutivos são pouco conhecidos.
Peltocephalus dumeriliana – Cabeçudo
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Podocnemididae
Gênero: Peltocephalus
Espécie: Peltocephalus dumeriliana (Schweigger, 1812)
Nome popular: Cabeçudo.
Distribuição: Ocorre nas Bacias dos rios Amazonas e Orinoco na Venezuela,
leste da Colômbia, leste do Equador, nordeste do Peru, Guiana Francesa e Brasil.
O cabeçudo vive predominantemente às margens dos cursos de água escura, em
planícies alagadas e pântanos.
Características: A principal particularidade deste animal é o grande tamanho de
sua cabeça, que possui forma triangular quando vista do alto. A carapaça é oval,
medindo em torno de 68 cm, variando em cor, de cinza à oliva, marrom ou quase
preto.
Status populacional: O cabeçudo não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004 e está listado no Apêndice II da CITES.
Alimentação: É onívoro. Os adultos alimentam-se basicamente de vegetais,
embora certos pesquisadores têm relatado que foram encontrados restos de
alimentos de origem animal na maioria dos filhotes e em alguns adultos.
Reprodução: A postura é realizada na estação seca, começando em meados de
dezembro. A fêmea põe de 7 a 25 ovos por postura. O período de incubação é
aproximadamente 100 dias.
Phrynops geoffroanus – Cágado de barbicha
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Phrynops
Espécie: Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Nome popular: Cágado de barbicha.
Distribuição: Encontra-se distribuído nas Bacias dos rios Orinoco ao Amazonas,
do São Francisco ao Paraná, na Colômbia, Venezuela, Guianas, Brasil, Paraguai
e, possivelmente, norte da Argentina, habitando rios e lagos, lagoas de baixa
correnteza, fundo lodoso e abundante vegetação.
Características: Possui carapaça com comprimento até 35 cm, de forma oval,
achatada, geralmente mais larga na região posterior, de coloração marrom ou
negra. Plastrão de cor creme, por vezes avermelhado, marcado por inúmeras
manchas negras que podem desaparecer nos adultos. Cabeça com faixa negra,
estendendo-se das narinas até a base do pescoço, separando uma região dorsal
negro-acinzentada de uma região ventral creme, marcada por várias faixas e
manchas negras; mancha negra em forma de ferradura na região gular. Barbelos
longos. Os machos têm cauda comprida e, por vezes, plastrão côncavo, e as
fêmeas, cauda curta e plastrão plano.
Status populacional: O cágado de barbicha não está classificado na Lista
Vermelha da IUCN de 2004.
Alimentação: É predominantemente carnívoro, come peixes, insetos aquáticos e
outros invertebrados; em cativeiro aceita qualquer tipo de carne.
Reprodução: O acasalamento ocorre de outubro a abril. O período de
nidificação varia conforme a localidade, ocorrendo de março a dezembro. A
fêmea põe de sete a 26 ovos por postura. O período de incubação varia entre
cinco a 11 meses.
Phrynops hilarii – Cágado da lagoa
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Phrynops
Espécie: Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Nome popular: Cágado da lagoa.
Distribuição: Rio Paraná e bacias adjacentes, no Brasil, Uruguai, norte da
Argentina e, aparentemente no Paraguai; pode ocorrer também na Bolívia.
Características: Carapaça oval, achatada com sulco medial presente nos
adultos, coloração marrom escuro, esverdeada ou cinza, com bordas amarelas.
Os filhotes possuem quilha. Plastrão bem desenvolvido, possui um sulco anal,
com coloração amarelada com manchas negras, assim como as partes inferiores
das marginais. Cabeça larga e achatada, focinho afilado, dois barbelos bicolores.
Coloração esverdeada ou cinza na parte superior, com uma faixa negra que sai
do focinho, passando sobre os olhos, até o pescoço, uma de cada lado. Parte de
baixo da cabeça e pescoço amarelada. Geralmente possui duas outras listras
negras de cada lado da garganta. Machos possuem plastrão côncavo e cauda
longa.
Status populacional: O cágado de barbicha não está classificado na Lista
Vermelha da IUCN de 2004.
Hábitos: Vive em pântanos, lagos e açudes de fundo lodoso e de abundante
vegetação aquática.
Alimentação: Alimentam-se de peixes e moluscos. Em cativeiro são oferecidos
peixes, carne e ração, aceitando bem qualquer tipo de carne.
Reprodução: Desovam de 8 a 32 ovos, entre agosto e janeiro. Colocam ovos
esféricos, depositados nas areias das praias.
Phrynops tuberosus – Cágado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Phrynops
Espécie: Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Nome popular: Cágado.
Distribuição: Monte Roraima, divisa do Brasil com a Guiana.
Características: Espécie pouco estudada. Pela similaridade com o P. geoffroanus foi
considerada como uma sub-espécie desta. Apresenta três quilhas na carapaça, ao invés de uma,
e tamanho menor do que o P. geoffroanus.
Status populacional: O cágado não está classificado na Lista Vermelha da IUCN de 2004.
Alimentação: É carnívoro, alimentando-se de pequenos peixes, moluscos e insetos.
Phrynops williamsi – Cágado-rajado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Phrynops
Espécie: Phrynops williamsi (Rhodin & Mittermeier, 1983)
Nome popular: Cágado-rajado.
Distribuição: Abrange áreas do Uruguai, Argentina, Paraguai e os três Estados
do sul do Brasil. No Paraná, ocorre nos grandes rios da bacia do Iguaçu,
principalmente a montante das cataratas, desde a região do município de
Araucária até Foz do Iguaçu.
Características: Cágado de porte médio, com pouco mais de 40 cm de
comprimento de carapaça. Duas faixas negras em cada face e uma quinta, no
mento, formando um desenho de ferradura, carapaça menos ovalada e convexa
do que nas demais espécies do sul do Brasil, com finas e bem delineadas
reticulações nos escudos e plastrão claro, sem manchas.
Status populacional: O cágado-rajado não está classificado na Lista Vermelha
da IUCN de 2004.
Hábitos: É um animal diurno e gregário que habita em ambientes lóticos de rios
de grande porte com margens lodosas ou rochosas, onde pode ser visto
termorregulando.
Alimentação: Sua dieta consiste de invertebrados aquáticos em geral (mormente
formas larvais e adultas de insetos e crustáceos), peixes, algas, sementes e outros
restos de vegetais.
Reprodução: O período de nidificação e eclosão dos ovos pode ocorrer entre
outubro e maio.
Platemys platycephala – Jabuti machado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Platemys
Espécie: Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Nome popular: Jabuti machado.
Distribuição: Distribui-se por mais da metade do norte da América do Sul,
incluindo o Orinoco e rios da Bacia Amazônica na Venezuela, Colômbia, leste
do Equador, Peru, norte da Bolívia, as Guianas e norte, nordeste e centro-oeste
do Brasil.
Características: tem como principais características o comprimento da carapaça
até 18 cm; carapaça de formato oval, achatada e com sulco bem evidente sobre
os escudos vertebrais – com coloração marrom-amarelada e manchas negras;
região dorsal da cabeça de colorido amarelo-alaranjado; machos com cauda
comprida e plastrão côncavo; fêmeas com cauda curta e plastrão plano.
Status populacional: O jabuti-machado não está classificado na Lista Vermelha
da IUCN de 2004.
Reprodução: O acasalamento ocorre de março a dezembro. A nidificação, de
agosto a fevereiro e a fêmea põe geralmente um único ovo por postura.
Podocnemis erythrocephala – Irapuca
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Podocnemidae
Gênero: Podocnemis
Espécie: Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Nome popular: Irapuca.
Distribuição: Possui uma ampla ocorrência em toda parte do norte da América
do Sul (sul da Venezuela, leste da Colômbia e norte do Brasil). No Brasil, ela
ocorre nos rios e igarapés de águas escuras, principalmente na Bacia do Rio
Negro.
Características: Esta espécie é muito sensível para ser manejada em cativeiro e
requer absoluta proteção contra baixa temperatura. É a menor espécie do gênero
Podocnemis, cuja maioria dos indivíduos possui tamanho entre 14 a 22 cm. Os
filhotes recém-nascidos são imediatamente reconhecidos por apresentarem
manchas brilhantes de cor laranja-avermelhada na parte posterior da cabeça.
Todavia, é interessante observar que só os machos conservam este colorido, a
cor da fêmea muda para um marrom apagado. Foi uma espécie muita utilizada
como animal de estimação, nos mercados europeu e americano.
Status populacional: A irapuca está classificada como Vulnerável (VU A1bd)
na Lista Vermelha da IUCN de 2004 e está listada no Apêndice II da CITES.
Alimentação: É predominantemente herbívora na natureza, aceitando carne e
peixe em cativeiro.
Reprodução: A postura ocorre de agosto a novembro, com pico em setembro e
outubro, em praias, às margens dos rios; com 5 a 14 ovos, brancos e em forma de
cápsula.
Podocnemis expansa – Tartaruga-da-Amazônia
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Podocnemidae
Gênero: Podocnemis
Espécie: Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Nome popular: Tartaruga-da-Amazônia
Distribuição: Vive nas águas associadas ao sistema hidrográfico das Bacias
Amazônica e do Orinoco, ocorrendo em rios da Colômbia, Venezuela, Guiana,
leste do Equador, nordeste do Peru, norte da Bolívia e norte do Brasil, chegando
a alcançar a região central do território brasileiro (Goiás e Mato Grosso).
Características: É a espécie mais conhecida do gênero Podocnemis encontrada
no Brasil e o maior quelônio de água-doce da América do Sul, podendo alcançar
mais de 80 cm de comprimento de carapaça, por 60 cm de largura e atingindo
cerca de 60 kg de peso. Pode-se apontar como características mais visíveis o
casco mais achatado, a cabeça dos jovens com manchas amarelas na escama
interparietal, coloração de carapaça gris-escura quando molhada e algumas vezes
amarronzada com manchas, dois barbelos amarelos, sendo os machos menores,
com cauda mais comprida e as fêmeas com cauda curta.
Status Populacional: A tartaruga-da-Amazônia está classificada como Baixo
Risco – dependente de conservação (LR-cd) na Lista Vermelha da IUCN de
2004 e está listada no Apêndice II da CITES.
Hábitos: Depende exclusivamente do ambiente aquático para o seu crescimento,
locomoção e acasalamento, só deixando a água por algumas horas para se
aquecer ao sol e para desovar.
Alimentação: É um animal onívoro oportunista, ou seja, alimenta-se de frutos,
raízes, sementes e folhas de plantas arbóreas e herbáceas, bem como de
crustáceos, moluscos e pequenos peixes.
Reprodução: O período de nidificação varia conforme a localidade. No Brasil,
ocorre de setembro a dezembro. A desova ocorre geralmente à noite e as fêmeas
põem uma média de 100 ovos por postura, momento este onde estão mais
sujeitas a ação de predadores. O período de incubação gira em torno de 60 dias.
Podocnemis sextuberculata – Pitiú, Iaçá
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Podocnemidae
Gênero: Podocnemis
Espécie: Podocnemis sextuberculata (Cornalia, 1849)
Nome popular: Pitiú, Iaçá.
Distribuição: É amplamente distribuída ao longo dos rios amazônicos do norte
do Brasil, nordeste do Peru e sudeste da Colômbia. No Brasil ocorre em rios de
águas barrentas, como o Solimões e o Amazonas, Purus e de águas claras como o
Tapajós e Trombetas.
Características: Esta espécie alcança um tamanho máximo de 32 cm de
comprimento da carapaça. A fêmea possui mancha amarela com dois barbelos
sob a boca, os machos são menores e possuem cauda mais longa e afilada, a
carapaça tem colocação marrom-clara a marrom-escura, de forma abaulada
(arqueada) e os jovens apresentam três pares de tubérculos no plastrão, nos
escudos femorais, abdominais e peitorais; o último par pode persistir nos adultos.
Status populacional: O pitiú ou iaçá está classificado como Vulnerável (VU
A1acd) na Lista Vermelha da IUCN de 2004 e está listado no Apêndice II da
CITES.
Alimentação: É onívora, alimentando-se de peixes e ocasionalmente de plantas
aquáticas.
Reprodução: O período de nidificação ocorre de junho a setembro e a postura é
de 15 a 20 ovos, de casca mole.
Podocnemis unifilis – Tracajá
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Podocnemidae
Gênero: Podocnemis
Espécie: Podocnemis unifilis (Troschel, 1848)
Nome popular: Tracajá
Distribuição: Possui ampla distribuição geográfica que ocorre em rios das
regiões norte e centro-oeste do Brasil, norte da Bolívia, leste da Colômbia,
nordeste do Peru, leste do Equador, Venezuela e Guianas. Seu habitat natural é
formado por rios que possuem águas escuras com correntes fracas.
Características: É uma espécie de menor porte em relação à tartaruga-da-
Amazônia, possuindo em torno de 8 kg e até 68 cm de comprimento de carapaça.
Apresenta como características anatômicas mais visíveis o casco levemente
convexo, com manchas amareladas bem evidentes na parte dorsal da cabeça e
nas bordas das placas marginais da carapaça, melhor observadas em filhotes, que
desaparecem em fêmeas adultas; a cabeça alongada com focinho proeminente;
não possui sulco interorbital; possui um barbelo e quilha medial, acentuada nos
filhotes e restrita na região central (2a e 3a vértebras nos adultos).
Status Populacional: O tracajá está classificado como Vulnerável (VU A1acd)
na Lista Vermelha da IUCN de 2004 e está listado no Apêndice II da CITES.
Alimentação: Quando adulta, é principalmente herbívora, consumindo 89,5% de
sementes, frutos, raízes e, ocasionalmente, insetos, crustáceos e moluscos. De
acordo com Terán (1992), os exemplares jovens de tracajá consomem
proporcionalmente mais alimentos de origem animal do que os adultos.
Reprodução: A reprodução é anual, a desova e a incubação ocorrem nos meses
de junho a outubro, sendo o pico em julho e agosto durante a época de estiagem.
Ao contrário das tartarugas, é menos exigente com a qualidade de seu habitat,
desovam isoladamente em barrancos, às margens dos rios e lagos, em covas de
aproximadamente 30 cm de profundidade e as fêmeas põem em média 20 ovos.
Sua maturidade sexual ainda não está definida; supõe-se que seja após os sete
anos. A reprodução é anual, a desova e a incubação ocorrem nos meses de junho
a outubro, sendo o pico em julho e agosto durante a época de estiagem.
Rhinemys rufipes – Cágado
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Pleurodira
Família: Chelidae
Gênero: Rhinemys
Espécie: Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
[Sinonímia: Phrynops rufipes]
Nome popular: Cágado.
Distribuição: Bacia do rio Amazonas no sudeste da Colômbia, possivelmente no
Peru, e noroeste do Brasil.
Características: A coloração vermelha da pele do pescoço e dos membros é a
característica mais marcante da espécie. A carapaça é oval, com escudo marginal
relativamente grande e escudo nucal estreito e alongado. A cor da carapaça varia
do marrom brilhante em juvenis ao marrom escuro em adultos. O plastrão é
amarelo, levemente mais largo na parte anterior do que na posterior e os escudos
abdominais são curtos, notando-se uma sutura interabdominal ao longo de todo o
plastrão. Os machos apresentam uma depressão, uma concavidade angular no
plastrão, de forma totalmente adaptada à acomodação ao formato convexo da
carapaça da fêmea, durante a cópula.
Status populacional: O cágado não está classificado na Lista Vermelha da
IUCN de 2004.
Rhinoclemmys punctularia – Aperema
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Cryptodira
Família: Geoemydidae
Gênero: Rhinoclemmys
Espécie: Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Nome popular: Aperema.
Distribuição: Bacias dos rios Orinoco ao baixo Amazonas da Venezuela,
Guianas e Brasil; Trinidad e Tobago. No Brasil, habita a Região Norte em corpos
dágua de florestas e cerrados.
Características: Espécie semi-aquática, possui comprimento de carapaça até
25,5 cm, de formato ovalado e alto, com quilha sobre os escudos vertebrais. Os
adultos possuem a carapaça de coloração marrom escura e negra. Cabeça negra,
com dorso marcado por faixas amareladas, alaranjadas ou avermelhadas.
Status populacional: O tigre dágua brasileiro não está classificado na Lista
Vermelha da IUCN de 2004.
Alimentação: É uma espécie onívora.
Reprodução: A nidificação parece ocorrer durante todo o ano. Cada fêmea põe
de 1 a 2 ovos por postura, podendo realizar mais de uma postura. Os machos
possuem cauda longa e plastrão côncavo, fêmeas com cauda curta e plastrão
plano.
Trachemys adiutrix – Tigre d’água brasileiro
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Cryptodira
Família: Emydidae
Gênero: Trachemys
Espécie: Trachemys adiutrix (Vanzolini, 1995)
Nome popular: Tigre d’água brasileiro.
Distribuição: Ocorre na área de Lençóis Maranhenses, no Estado do Maranhão.
É a única espécie de quelônio endêmica da Amazônia brasileira. Há evidências
de ocorrência da espécie também no Estado do Piauí.
Características: Carapaça com quilha posterior baixa; escudos marginais nem
entalhados nem serrilhados; primeiro vertebral largo, em forma de urna; quinto
vertebral tão largo quanto o quarto; cabeça sem faixas dorsais; gula com ocelos e
faixas amarelas ou laranja, especialmente um elemento mediano em forma de Y;
carapaça do jovem com ocelos grandes, do adulto lisa; plastrão com um desenho
simétrico de faixas cinza oliváceo marginadas de cinza escuro. É uma tartaruga
aquática e permanece preferencialmente na água, mas pode percorrer grandes
distâncias durante a estação chuvosa. Durante a seca ela se enterra na areia,
emergindo com o retorno das chuvas. A estivação é possivelmente uma
peculiaridade da T. adiutrix.
Status populacional: O tigre d’água brasileiro está classificado como em perigo
de extinção (EN B1+2c) na Lista Vermelha da IUCN de 2004.
Reprodução: As fêmeas põem de 10 a 12 ovos pequenos, que são enterrados na
areia próximos à água, podendo realizar mais de uma postura por estação.
Trachemys dorbigni – Tigre dágua brasileiro
Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodos
Classe: Répteis
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Quelônios
Ordem: Cryptodira
Família: Emydidae
Gênero: Trachemys
Espécie: Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
Nome popular: Tigre dágua brasileiro.
Distribuição: Habita a região sul do Rio Grande do Sul, mais precisamente no
rio Guaíba. Além do Brasil, sua distribuição geográfica se estende pelo Uruguai
e norte da Argentina. Vive em corpos dágua como lagos, pântanos, riachos e
rios. Têm preferência por águas com correntes fracas ou moderadas, fundos
macios e vegetação aquática abundante.
Características: Caracteriza-se por apresentar faixa com coloração amarelada. É
uma espécie relativamente pequena, os filhotes nascem com comprimento médio
de carapaça de 3,5 cm e peso em torno de 10,7g, atingindo, quando adulto, um
comprimento em torno de 25 cm. O plastrão é de tom amarelo a alaranjado, com
padrão de bainhas escuras em sua borda. Em juvenis, este padrão apresenta áreas
mais claras que se tornam mais escuras com a idade até cobrir toda superfície do
plastrão com um pigmento escuro. Os machos tornam-se melanísticos até que a
carapaça e o plastrão fiquem totalmente pretos.
Status populacional: O tigre dágua brasileiro não está classificado na Lista
Vermelha da IUCN de 2004. Não é uma espécie ameaçada de extinção,
entretanto, é muito comum o comércio clandestino de filhotes destes animais nas
ruas dos grandes centros urbanos, sendo considerado o segundo réptil mais
comum no comércio ilegal de animais de “pet shop” no Brasil.
Alimentação: Com relação ao hábito alimentar, alguns autores classificam o
tigre dágua como um animal onívoro, entretanto, outros o consideram carnívoro.
Alimenta-se de plantas aquáticas, vários invertebrados, peixes e anfíbios, porém
em cativeiro chega a consumir carne bovina com avidez.
Reprodução: A maturidade sexual das fêmeas é alcançada a partir de 6º ou 7º
ano de vida, quando estes animais atingem o comprimento de carapaça e o peso
de aproximadamente 18,3 cm e 1.140 g, respectivamente. A dos machos, a partir
do 3º ano de idade, com tamanho do comprimento da carapaça e peso em torno
de 11,3 cm e 308,7 g. O acasalamento ocorre de abril a julho e o período de
nidificação estende-se de agosto a janeiro, com média de nove ovos por desova,
podendo apresentar mais de uma postura por estação. A cova possui em torno de
30 cm de profundidade.

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Sobre Junior

Cristão, amante da Natureza, de bem com a vida, feliz por trabalhar com prazer
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3 respostas para EXCELENTE MATERIAL SOBRE QUELÔNIOS

  1. Pingback: Adão no Paraíso #2 | Arq SG

  2. Subcanaens disse:

    Rapido, pratico e muito explicativo. Gostei…. aprendi um pouco mais sobre os meus…. e os seus..

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