HISTÓRIA DAS AGRICULTURAS NO MUNDO: DO NEOLÍTICO À CRISE CONTEMPORÂNEA

HISTÓRIA DAS AGRICULTURAS NO MUNDO: DO NEOLÍTICO À CRISE CONTEMPORÂNEA

MARCEL MAZOYER
LAURENCE ROUDART
História das agriculturas no mundo Do neolítico à crise contemporânea
Tradução: Cláudia F. Falluh Balduino Ferreira
Revisão técnica: Magda Zanoni, Lovois de Andrade Miguel e Maria Regina Pilla
Coordenação da edição brasileira: Magda Zanoni

Se o homem abandonasse todos os ecossistemas cultivados do planeta, estes retornariam rapidamente a um estado de natureza próximo daquele no qual ele se encontrava há 10 mil anos. As plantas Cultivadas e os animais domésticos seriam encobertos por uma vegetação e por uma fauna selvagem infi nitamente mais poderosas que hoje. Os nove décimos da população humana pereceria, pois, neste jardim do Éden, a simples predação (caça, pesca e colheita) certamente não permitiria alimentar mais de meio milhão de homens. Se tal “desastre ecológico” acontecesse, a indústria — que não está à altura de sintetizar em grande escala a alimentação da humanidade e não o fará tão cedo — seria um recurso paupérrimo. Tanto para alimentar vinte milhões de homens como para alimentar cinco, não
há outra via senão continuar a cultivar o planeta multiplicando as plantas e os animais domésticos, dominando a vegetação e a fauna selvagem.
Mas o retorno à natureza não passa de uma doce utopia e a indústria
alimentícia uma quimera ainda não amadurecida. Da mesma forma a
ideia, comumente admitida, segundo a qual o melhor meio de responder às necessidades futuras da humanidade seria estender ao planeta o gênero de agricultura motorizada, grande consumidora de nutrientes minerais, desenvolvida nos países industrializados há meio século, é também uma concepção enganosa. Com efeito, para dotar pelo menos um quarto dos agricultores dos países em desenvolvimento de meios de produção tão caros, seria preciso investir milhões e milhões de dólares, quer dizer, algo muito acima do arrecadado anualmente nesses países. Ora, isso evidentemente é impossível de ser feito em um curto prazo histórico. Além do mais, substituindo homem por máquinas, esse gênero de desenvolvimento colocaria no mercado de trabalho os três quartos da mão de obra agrícola mundial, o que dobraria o número de desempregados no planeta. Em uma época em que ninguém tem a pretensão de dizer que o desenvolvimento da indústria possa extinguir o desemprego já existente, mensuramos as consequências econômicas sociais e políticas desastrosas provocadas por tal catástrofe.

Clique aqui para baixar o livro com 569 páginas em .pdf

Anúncios

Sobre Junior

Cristão, amante da Natureza, de bem com a vida, feliz por trabalhar com prazer
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s