MANUAL AGROFLORESTAL PARA A MATA ATLÂNTICA

MANUAL AGROFLORESTAL PARA A MATA ATLÂNTICA

No Brasil, a prática de Sistemas Agrof lorestais (SAFs) está presente entre as populações indígenas muito tempo antes da “descoberta” do país, ou mesmo do próprio continente. Atualmente, após a chamada Revolução Verde ter declarado guerra a todos os sistemas de produção antigos, os SAFs biodiversificados vêm ganhando notoriedade, sobretudo por meio de ações em rede.
Hoje os SAFs estão se expandindo rapidamente no bioma Mata Atlântica e chamam a atenção não somente dos agricultores e técnicos de campo, mas também de gestores de políticas públicas. Devido ao reconhecimento cada vez maior desses sistemas, na última década começaram a ser propostas várias políticas públicas específicas para este tema.
O Manual Agroflorestal para a Mata Atlântica foi elaborado a partir dos resultados de diversos trabalhos coletivos que se estabelecem entre as instituições sócio-ambientais, atuantes nes te bioma, com foco no desenvolvimento sustentável, na agricultura familiar e nos princípios da agroecologia. Contam com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio do Projeto “Capacitação participativa de agricultores
familiares e formação de agentes de desenvolvimento agroflorestal da Ma ta Atlântica”.
Coube ao Instituto Rede Brasileira Agroflorestal, em parceria com a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) a sistema tização e organização de trabalhos acadêmicos, compilação de experiências concretas desenvolvidas por agricultores e agricultoras e a documentação da troca de experiências entre os técnicos e colaboradores envolvidos na elaboração do conteúdo que agora apresentamos. Um trabalho que resulta do envolvimento de diversas pessoas, representadas por mais de 20 instituições espalhadas pela Mata Atlântica desde o Ceará até o Rio Grande do Sul.
Este Manual Agroflores tal pretende, como objetivo principal, convergir inicialmente os olhares para os trabalhos e as diversas experiências que já catalogam seus mais preciosos acertos e seus, não menos importantes, erros. Assim, busca resgatar nos homens e mulheres que es tão diretamente envolvidos com a terra e seu uso, os conhecimentos tradicionais mais propícios ao seu modo de vida e trabalho e ampliar sua capacidade
de entender os Sistemas Agroflorestais, inclusive por meio de novos aprendizados e tecnologias.
O texto organizado por Jean Dubois, que compõe o Capítulo 1 deste Manual, teve por objetivo introduzir conceitos sobre SAFs e suas práticas, caracterizando as principais definições sobre o assunto no contexto da Agroecologia. Para tanto, o autor contou com a substancial colaboração de diversos extensionistas agroflores tais, além de toda a experiência do autor, adquirida ao longo de seu trabalho realizados com populações tradicionais na África, Amazônia, Mata Atlântica e outros países da América Latina.
No texto elaborado por Peter May, o Capítulo 2 objetiva-se a aprofundar os conhecimentos e informar sobre a variedade de fontes de bens e serviços gerados pelos SAFs, no intuito de fortalecer argumentos para sua adoção e disseminação entre usuários, técnicos e financiadores. Para tanto, baseia-se em alguns exemplos e conhecimentos acumulados em experiências de geração de renda em SAFs comerciais acoplados à produção para o auto-consumo, abordando ainda os “prós” e “contras” do beneficiamento local de produtos gerados, e as vantagens e procedimentos para a cer tificação dos produtos.
O Capítulo 3, organizada por Guilherme Floriani e Jorge Vivan, enfatiza o monitoramento par ticipativo de SAFs como parte inseparável de estratégias de aprendizado progressivo e compartilhado entre atores, sejam eles institucionais ou privados. Neste pretendeu-se expor aspectos que permitam que o extensionista agroflorestal aprimore seu papel de agente facilitador, por meio de lições aprendidas, construídas para apoiar comunicação entre atores que buscam a promoção da sustentabilidade ecológica e econômica dos sistemas produtivos. Esse tex to contou com a colaboração de Valéria da Vinha, ao apresentar diferentes possibilidades de
dinâmicas no uso de diagnósticos participativos para avançar na identificação de erros e aprendizados a partir da implantação de sistemas agroflores tais e a dinâmica cotidiana da Agricultura em suas diversas inserções, seja, econômica, ambiental, social e cultural.
Por fim, no Capítulo 4, baseado no texto de Armin Deitenbach, é apresentada uma abordagem do estado da ar te das principais políticas públicas voltadas a quem trabalha, ou deseja trabalhar com SAFs.

Para fazer o download do manual com 196 páginas em .pdf, clique aqui.

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Sobre Junior

Cristão, amante da Natureza, de bem com a vida, feliz por trabalhar com prazer
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