DEPRESSÃO É MAIS QUE TRISTEZA – DEPRESSION IS MORE THAN SADNESS

DEPRESSÃO É MAIS QUE TRISTEZA – DEPRESSION IS MORE THAN SADNESS

O que é depressão?

Natasha Romanzoti em 12.03.2013 as 17:00

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Todo mundo já se sentiu triste ou para baixo pelo menos uma vez na vida – é uma parte normal de ser humano. Podemos experimentar emoções negativas devido a muitas coisas, como um dia ruim no trabalho, o término de um relacionamento, um filme triste, etc. Às vezes, dizemos até que estamos nos sentindo um pouco “deprimidos”.

Mas o que isso significa e quando podemos dizer se é mais do que apenas um sentimento passageiro?

Depressão é mais do que sentir tristeza ou estresse. É uma doença altamente prevalente e pode ser significativamente incapacitante. Também é comumente associada com outros transtornos mentais comuns, incluindo transtornos de ansiedade ou de uso de substâncias.

De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. No decorrer de um ano, 5% da população mundial sofrem com a doença.

No Brasil, estima-se que pelo menos dez milhões de pessoas ou 18% da população tenham depressão, mas esse número pode ser bem maior, já que muitos nem sabem que possuem a doença (e consequentemente não a tratam).

A OMS aponta que apenas 35% das pessoas com sintomas de problemas de saúde mental procuram ajuda. Isso pode ser por causa de dificuldades em identificar a depressão na comunidade devido a uma falta de conhecimento ou acesso a cuidados médicos, ou pelo estigma que a doença carrega.

Segundo os médicos, isso precisa mudar: depressão é coisa séria e leva a inúmeros suicídios (cerca de um milhão) todos os anos. Para enfatizar tal grave potencial, vale pensar em um exemplo prático que fez a manchete dos jornais recentemente: a morte do cantor Chorão, que muitos especulam ter sido causada por ele mesmo, devido a uma depressão que sua família afirmou que ele estava passando.

Episódio depressivo: diagnóstico e fatores de risco

Um episódio depressivo é definido como um período de duas semanas ou mais no qual o indivíduo experimenta sentimentos persistentes de tristeza ou perda de prazer, juntamente com uma série de outros sintomas físicos e psicológicos, incluindo fadiga, alterações no sono ou apetite, sentimentos de culpa ou inutilidade, dificuldade de concentração ou pensamentos de morte.

Para ser diagnosticado com transtorno depressivo maior, o indivíduo deve ter pelo menos um episódio depressivo que atrapalhe o seu trabalho, vida social ou vida domiciliar.

Geralmente, não há uma única razão pela que um indivíduo torna-se deprimido. Existem vários fatores de risco, incluindo influências fisiológicas, genéticas, psicológicas, sociais e demográficas.

  • Fatores de risco biológicos incluem ter um histórico familiar de depressão, sofrer de uma doença ou lesão de longo prazo de natureza física, experimentar dor crônica, usar drogas ilícitas ou tomar certos medicamentos, ter problemas de sono crônicos ou ter um bebê. Ter experimentado depressão no passado é um fator de risco para um episódio depressivo ainda maior;
  • Fatores de risco psicológicos para a depressão incluem ter baixa autoestima ou ter uma tendência a ser autocrítico;
  • Influências demográficas e sociais incluem ser do sexo feminino (as mulheres são quase duas vezes mais propensas a sofrer de depressão do que os homens), passar por eventos estressantes (como conflitos de relacionamento ou cuidar de alguém com uma doença grave), ter experimentado uma infância difícil ou abusiva ou estar desempregado.

As pessoas são muito diferentes na quantidade ou tipo de fatores de risco aos quais estão expostas ou experimentam. E ter vários fatores de risco por si só não é suficiente para desencadear a depressão.

Uma combinação de fatores de risco e a experiência de eventos estressantes ou adversos é que pode levar ao aparecimento da doença. Quanto maior o número de fatores de risco que uma pessoa experimenta, mais vulnerável está a desenvolver a condição quando se depara com eventos de vida estressantes.

Em contraste, aqueles expostos a menos fatores de risco estão um pouco mais protegidos, e só podem desencadear depressão quando expostos a níveis extremos de estresse.

Tratamento e prevenção

Hoje, há uma série de tratamentos eficazes para a depressão. O mais eficaz e amplamente utilizado é a terapia cognitivo-comportamental aliada a medicamentos antidepressivos.

Terapia cognitivo-comportamental é uma terapia baseada no diálogo que tem como principal objetivo reduzir os padrões de pensamentos negativos, enquanto os medicamentos antidepressivos agem sobre substâncias químicas cerebrais que podem desempenhar um papel na doença.

Há também evidências de que a terapia cognitivo-comportamental combinada com a educação sobre a depressão pode impedir que um indivíduo desenvolva a condição. Para ampliar o alcance de tais programas de prevenção, terapias online foram desenvolvidas e se mostraram eficazes.

Pesquisadores australianos estão na vanguarda do desenvolvimento de plataformas na internet para reduzir a prevalência de depressão e outros transtornos mentais. Por exemplo, eles testaram um programa online que necessitou de apenas 111 minutos de contato entre o paciente e o médico durante um período de oito semanas para eliminar o diagnóstico de depressão nos participantes, um tempo significativamente menor do que o necessário para outras terapias similares.

Outro estudo do mesmo grupo, da Universidade de New South Wales (Austrália), mostrou que a terapia cognitiva comportamental via internet tem o poder de reduzir dramaticamente tanto a depressão quanto os pensamentos suicidas em pelo menos 50% dos pacientes.

Por fim, há evidências de que alterações de estilo de vida também podem ajudar a prevenir a depressão em algumas pessoas. Engajar-se em comportamentos saudáveis – tais como ter um sono adequado, evitar o uso de substâncias, tomar vitaminas ou suplementos de óleo de peixe, praticar atividade física e ter uma alimentação saudável – tem sido associado com sintomas de depressão reduzidos. No entanto, os cientistas não sabem dizer se simplesmente alterar o estilo de vida pode levar diretamente a prevenção da doença.

A pesquisa atual sobre as bases biológicas e genéticas da depressão está resultando em um contínuo refinamento de tratamentos físicos e farmacológicos.

A análise e melhor compreensão das opções de tratamento para determinar quais são mais eficazes para cada tipo de pessoa também é uma grande promessa para permitir uma abordagem individualizada de tratamento e prevenção da depressão no futuro.

Fonte: hypescience

Explainer: What is depression? March 11, 2013 by Philip Batterham, Amelia Gulliver And Lou Farrer, The Conversation in Psychology & Psychiatry Explainer: What is depression? Enlarge Depression is more than the experience of sadness or stress. Credit: Sander van der Wel Many people know what it’s like to feel sad or down from time to time. We can experience negative emotions due to many things – a bad day at work, a relationship break-up, a sad film, or just getting out of bed on the “wrong side”. Sometimes we even say that we’re feeling a bit “depressed”. But what does that mean, and how can we tell when it’s more than just a feeling? Depression is more than the experience of sadness or stress. A depressive episode is defined as a period of two weeks or longer where the individual experiences persistent feelings of sadness or loss of pleasure, coupled with a range of other physical and psychological symptoms including fatigue, changes in sleep or appetite, feelings of guilt or worthlessness, difficulty concentrating or thoughts of death. To be diagnosed with major depressive disorder, individuals must experience at least one depressive episode that disrupts their work, social or home life. Depression is common in the community, with 12% of Australians experiencing major depressive disorder in their lifetime. More than 650,000 Australians have this experience in any 12-month period. Because it’s highly prevalent and can be significantly disabling, the World Health Organization reports that depression is the third highest cause of disease burden worldwide, with a greater burden on the community than heart disease. There are also high levels of overlap between depression and other common mental disorders, including anxiety and substance use disorders. Unfortunately, only 35% of people with symptoms of mental health problems seek help. This may be because of difficulties identifying depression in the community due to a lack of knowledge or accessing care, and stigmatising attitudes towards depression. Depression prevention programs that provide accessible treatments, increase knowledge and change negative attitudes are an important way to increase access to treatment and reduce the burden of depression. Causes and risk factors There’s generally no single reason why an individual becomes depressed. There’s a constellation of risk factors, including physiological, genetic, psychological, social and demographic influences. Biological risk factors include having a family history of depression, suffering a long-term physical illness or injury, experiencing chronic pain, using illicit drugs or certain prescription medications, chronic sleep problems, or having a baby. Having experienced depression in the past is a risk factor for a further depressive episode. Psychological risk factors for depression include having low self-esteem, or having a tendency to be self-critical. Demographic and social influences include being female (women are almost twice as likely to suffer from depression than men), stressful life events (such as relationship conflict or caring for someone with an illness), experiencing a difficult or abusive childhood, or being unemployed. People differ greatly in the amount or type of risk factors they’re exposed to or experience. And having several risk factors alone is not enough to trigger depression. A combination of risk factors and the experience of stressful or adverse life events may prompt the onset of depression. The greater the number of risk factors that a person experiences, the more vulnerable they are to developing depression when stressful life events occur. In contrast, those exposed to fewer risk factors are somewhat buffered, and may only develop depression when exposed to extreme levels of environmental stress. Treatment and prevention There are a number of effective treatments for depression. The most effective and widely used are cognitive-behavioural therapy and antidepressant medications. Cognitive-behavioural therapy is a talking therapy that primarily aims to reduce negative thinking patterns, while antidepressant medications target brain chemicals thought to be implicated in depression. There’s also evidence that low-intensity cognitive-behavioural therapy combined with education about depression can prevent individuals from developing depression. To widen the reach of such prevention programs, internet therapy programs have been developed and shown to be effective in preventing depression. Australian researchers are at the forefront of developing e-mental health platforms to reduce the prevalence of depression and other mental disorders. There is some evidence that lifestyle changes can also help to prevent depression in some people. Engaging in healthy behaviours, such as getting adequate sleep, avoiding substance use, taking vitamins or fish oil supplements, engaging in physical activity and healthy diet, have all been shown to have associations with reduced depression symptoms. But research continues to examine whether making changes in these areas can lead directly to the prevention of depression. Future research There are a number of promising research areas that are currently being explored. Researchers are investigating ways to make cognitive-behavioural therapy more effective through better understanding of the processes involved in recovery. And technology has improved the availability of online, mobile and computer-based treatments, so that people at risk of depression in under-served areas such as rural locations or developing countries can access evidence-based services. Population-based research is leading to a better understanding of risk factors for depression and improvement in its early detection. Research on the biological and genetic bases of depression is resulting in continual refinement of physical and pharmacological treatments. A more nuanced understanding of the treatment options that work best for specific individuals has great promise for allowing an individually tailored approach to treating and preventing depression.
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Sobre Junior

Cristão, amante da Natureza, de bem com a vida, feliz por trabalhar com prazer
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