ASSUNTOS ORGÂNICOS DIVERSOS

 

ASSUNTOS ORGÂNICOS DIVERSOS

Algumas medidas para minimizar o uso de agrotóxicos.

Iscas e Armadilhas
Medida auxiliar no controle de insetos nocivos ou para o monitoramento (determinação de infestação), visando o combate biológico. Emprega iscas atrativas com substâncias naturais (sucos de frutas, vinagre, etc), armadilhas mecânicas, feromônios em armadilhas, adesivos e placas atrativas, etc.
Controle biológico
Uso de microorganismos que sejam patógenos de insetos nocivos, fazendo o controle natural. Visam introduzir, aumentar e conservar a população de inimigos naturais na propriedade, como preparados prontos ou extratos de insetos , como fungos entomopatogênicos, bactérias,
vírus, etc.
Calda sulfocálcica
Tem ação protetora contra ácaros, insetos-pragas e moléstias de forma curativa. Os ingredientes são a mistura de enxofre ventilado (25 kg) + cal hidratada (16 kg) ou cal virgem (12,5 kg) + 60 ou 70 litros de água, em preparo a quente de 100 litros.
Plantas defensivas
As plantas fitoprotetoras como o alho,
Nim, urtiga, cravo-de-defunto, arruda, cavalinha, entre outras, tem ação contra insetos-pragas, repelência ou fortificante, sendo opção na substituição a muitos defensivos agressivos.
Plantas benéficas
São plantas que servem de abrigo e reprodução dos insetos que se alimentam das pragas (inimigos naturais), como: Ageratum conyzoides (mentrasto), Raphanus raphanistrum (nabo forrageiro), entre outras.
Outras medidas
Coleta de insetos, barreiras vegetais, tratamentos com calor, solarização do solo, preparados biodinâmicos, emulsões oleosas (sem inseticidas químicos-sintéticos), produtos naturais (sabão natural, óleos vegetais e minerais, cinzas de madeira, urina animal, pó de rocha, etc).

MEIOS CONTRA DOENÇAS
Calda Bordalesa

Fornece proteção contra moléstias fúngicas e bacterianas. Preparo com a mistura de sulfato de cobre + cal hidratada + água, em preparo a frio. As caldas cúpricas (Bordalesa e Viçosa), devem ser utilizadas a critério da certificadora.
Calda Viçosa
Além da proteção contra moléstias, atua como nutriente foliar. Os ingredientes são a mistura de sulfato de cobre + micronutrientes (zinco, boro, magnésio,etc) + cal hidratada + água, em preparo a frio. Obs. Caso contenha como ingredientes a uréia, cloreto ou nitrato de potássio, a calda viçosa não é aceita na agricultura orgânica.
Biofertilizante
Produzido com a fermentação do esterco bovino misturado a água, num vasilhame, geralmente fechado, é utilizado como adubo e fortificante foliar Vem sendo muito empregado ultimamente na agricultura ecológica, devido resistência contra pragas e moléstias.
Outras medidas
Rotação de culturas, desinfeção de sementes com produtos naturais, extrato de plantas defensivas (alho, cavalinha, etc), cinzas de madeira, vermicomposto, enxofre simples e suas preparações (Calda Sulfocálcica), pó de pedra, iodo, cal hidratada, homeopatia, entre outros.

PROTEÇÃO DAS PLANTAS
Controle de Insetos e Doenças Nocivas
A Agricultura Orgânica preconiza o controle dos insetos, fungos, bactérias, vírus e ervas invasoras que sejam potencialmente prejudiciais aos cultivos e ou atividades de produção, somente quando os mesmos estejam causando danos de nível econômico. O controle deve ser feito através de medidas preventivas e processos mecânicos e biológicos. Os organismos acima citados que podem causar os danos as culturas, convivem normalmente em equilíbrio com os organismos benéficos nos ecossistemas pouco alterados. Este é o principal motivo porque são proibidos todos os procedimentos que causem o desequilíbrio do ambiente, como o uso de agrotóxicos de síntese, e fertilizantes concentrados e que se dissolvem rapidamente no solo. Para a proteção das plantas, quando se tornar necessário, as recomendações são as seguintes:
1. Procedimentos Recomendados:
– Diversificação dos sistemas produtivos.
– Observância às recomendações de manejo do solo e nutrição vegetal.
– Utilização de variedades adequadas: a escolha deve levar em conta sua adaptação às condições de solo e clima da região onde a propriedade está localizada.
– Manejo das culturas, utilizando práticas como a consorciação e a rotação, o cultivo em faixas ou bordadura, a antecipação ou o retardamento do plantio, do cultivo e da colheita, cultivo de plantas armadilha.
– Controle biológico de organismos nocivos através de técnicas que permitam o aumento da população de inimigos naturais, ou a introdução dessas populações reproduzidas em laboratório no ambiente da cultura.
– Métodos físicos e mecânicos, como o emprego de armadilhas luminosas, barreiras e armadilhas mecânicas, coleta manual, adesivos, proteção da produção (como ensacamento de frutos) e uso de processos físicos como som, ultra-som, calor e frio e armadilhas de feromônio.

2. Procedimentos Tolerados:
Em caso de necessidade são tolerados a utilização de: – Extratos, caldas e soluções de produtos vegetais como piretro, rotenona, sabadilha, quassia, melia, nim, primavera, maravilha.
– Polvilhamento com produtos a base de enxofre simples, cal virgem, cal hidratada e pós de rocha;
– Uso de calda bordalesa, calda sulfocálcica, calda viçosa, emulsões a base de óleo mineral, óleos vegetais, sabão e caldas de açúcar;
– Uso de produtos à base de sulfato de zinco e permanganato de potássio;
– Emprego de iscas em forma de armadilha, desde que não poluam o ambiente e sejam colocadas em recipientes adequados em pontos determinados da lavoura e ou área certificada, sob rigoroso controle do técnico responsável;
– Emprego de iscas formicidas à base de sulfuramida, a serem utilizadas em recipientes adequados de maneira a não possibilitar a contaminação do meio ambiente.
– Uso de produtos naturais bioestimulantes como aminoácidos, preparados biodinâmicos, etc.
– Todos os produtos a serem utilizados nos procedimentos tolerados deverão ser prescritos pelo técnico responsável ou orientado pelo Departamento Técnico.

3. Procedimentos Proibidos:
– Uso de agrotóxicos sintéticos convencionais e esterilizantes de solo, exceto nos casos acima previstos;
– Tratamento de frutos, sementes e ou solo com produtos à base de mercuriais;
Uso de produtos inorgânicos sintéticos à base de metais persistentes no ambiente (Mercúrio, Chumbo, Cádmio, Arsênio, Níquel).
O cultivo estabelecido num equilibrio ambiental e nutricional, diversificado, não apresenta problemas fitossanitários sérios. No entanto, durante o cultivo ecológico podem ocorrer desequilíbrios climáticos temporários e a redução da resistência da planta, favorecendo o ataque de insetos-pragas e patógenos nocívos, á níveis incontroláveis. Neste caso, poderemos recorrer aos defensivos alternativos e naturais para proteção das plantas, recomendados pelas entidades certificadoras, que visam principalmente em aumentar o equilíbrio e a resistência das plantas, cujas opções apresentamos a seguir em proteção contra doenças e insetos-nocivos.
Técnicas Especiais
COMPOSTAGEM E ADUBAÇÃO ORGÂNICA
Os fertilizantes orgânicos sólidos e líquidos, são todos aqueles materiais de procedência mineral, vegetal ou animal que podem ser utilizados para fertilizar os solos como um todo e assim adubar as culturas. Eles devem ter alto valor agregado e baixo custo de aquisição e produção. Eles podem ser produzidos à partir de matérias primas próprias ou adquiridos de terceiros e se diferenciam dos adubos convencionais pela sua atividade e atuação sobre o solo, as plantas e o ambiente, onde normalmente tem efeitos positivos como um todo, produzindo menores impactos que os convencionais. Os produtos orgânicos a serem utilizados para a fertilização não podem ser provenientes de resíduos contaminados por metais pesados e componentes químicos tóxicos e precisam ser homologados pela legislação e regulamentações das entidades certificadoras de agricultura orgânica, tanto à nível nacional, quanto internacional.

Descrição dos principais fertilizantes orgânicos
A seguir apresentaremos uma descrição e exemplos dos principais produtos utilizados para a fertilização de culturas orgânicas.
Corretivos de solo: Normalmente os corretivos de solo são necessários para iniciar o processo de agricultura orgânica em muitos tipos de solo no Brasil. Normalmente é permitido a utilização dos corretivos em escala abaixo da recomendação oficial das análises de solo, de produtos como calcário dolomítico, calcário calcítico e calcário magnesiano. Quantidade máxima de 2,0 toneladas/hectare. Existem outros produtos, como calcário de conchas que também podem ser empregadas como corretivos, mas são pouco utilizadas. Posteriormente, quando as condições de equilíbrio com a utilização de matéria orgânica, adubação orgânica, adubação verde e manejo, vão se adequando, praticamente não é necessário o emprego de corretivos minerais.
Pós de Rochas:Podem ser utilizados os resíduos em forma de pó das mais diversas rochas encontradas nas regiões, como complemento nutricional. Ex. Todos os tipos de fosfatos naturais, como de Araxás, Patos de Minas, Apatitas, etc, Pós de Basalto, Granito, Granodiorito, Diabásio, Micaxisto, Silvenita, Carnalita, Kaineita, etc.
Cinzas e Carvões: Podem ser utilizadas as cinzas e coarvões da queima de madeiras diversas, resíduos industriais não contaminantes e bagaço de cana. Cuidado para não utilizar cinzas de queimas, que possam conter substâncias tóxicas e metais pesados. Na próxima edição, falaremos sobre o composto orgânico e o processo de produção.

Métodos de compostagem:
A compostagem pode-se processar de três maneiras:
Aeróbia: Caracteriza-se pela presença de ar no interior da massa, pelas temperaturas elevadas que ocorrem, pela liberação de gás carbônico, de vapor de água e pela rápida decomposição da matéria orgânica, elimina organismos e sementes indesejadas. (Esta é a compostagem que geralmente realizamos)
Anaeróbia: Caracteriza-se pela baixa temperatura de fermentação, pela ausência de ar atmosférico, pelos gases que desprendem, principalmente o metano, gás sulfídrico e outros, o que acarreta mau odor e é mais lenta que a aeróbia e não fica isenta de organismos e sementes indesejadas.
Mista: São métodos em que a matéria orgânica tem uma fase submetida a um processo aeróbio seguido de um anaeróbio ou vice-versa.
No caso, vamos destacar os processos de compostagem aeróbios.

Estágios da compostagem:
Na compostagem ou processo de transformação dos resíduos orgânicos em adubo, dois estágios importantes podem ser identificados: o primeiro é a digestão, que corresponde à fase inicial do processo de fermentação, na qual o material alcança o estado de bioestabilização; o segundo é a maturação, no qual a matéria prima atinge a humificação (KHIEL, 1985).

Produto para aceleração de compostagem
Para acelerar e incrementar os processos de compostagem, existem produtos inoculantes á base de microrganismos, como exemplo o “Yuk-Shin”, este é formado por diversos tipos de microrganismos benéficos que podem proporcionar um processo de compostagem em cerca de um terço a metade do tempo normal. O tempo de decomposição para a compostagem aeróbia é variável com o método, as condições e com o tipo de material que se deseja compostar, variando de 70 a 180 dias em média sem inoculação e de 40 a 80 dias quando inoculado com o “Yuk-Shin”, com maior homogeneidade de produto final e maior teor de elementos químicos das matérias primas originais presentes no produto final (N, P, K e principalmente os microelementos). Os microrganismos que compõe o “Yuk-Shin” são produzidos separadamente em condições apropriadas e são indicados para acelerar os processos de fermentação da compostagem aeróbia, acelerando a decomposição dos materiais orgânicos rígidos (lignina, celulose e hemicelulose) e inibindo ainda a proliferação de microrganismos patogênicos, através da melhoria da produção de enzimas e antibióticos, o mesmo não contém nenhum tipo de microrganismos que possa vir a ser prejudicial ao solo, as plantas ou mesmo ao homem e aos animais.

RECEITAS DE ADUBOS ORGÂNICOS:
BOKASHI SOLO : Indicado para hortaliças folhosas
Ingredientes: 500kg Solo argiloso; 200kg Farelo de Mamona;50kg Farinha de Osso; 50kg Farinha de Peixe; 30kg Farelo de Arroz; 170kg Esterco de galinha seco
Inoculante: Fazer um mingau cozinhando batata ou mandioca (fonte de amido), com 40 litros de água com 3 quilos de açúcar mascavo inoculante 500kg Bain-Food.
Preparo: Misturar os ingredientes. Misturar o mingau com o inoculante, molhando também com água sem excesso, para manter em torno de 50-55% de umidade. Fazer o monte e cobrir com palha. Acompanhar a temperatura e revirar quando atingir 50ºC.
Modo de usar em Hortaliças:
Primeiro utilizar composto orgânico e depois acrescentar o Bokashi na dose de 500g/m².
BOKASHI FOSFORADO : Indicado para hortaliças de raízes (cenoura, nabo, beterraba etc.) e para terrenos com deficiência de fósforo (Fonte: J. Steinberg -Guia Rural)
Ingredientes e preparo:Em 500 quilos de terra virgem, misturar 250 a 300 quilos de farinha de ossos calcinada, 200 quilos de esterco de galinha, 30 quilos de farelo de arroz ou de trigo e 3 quilos de açúcar mascavo. Revolver a mistura diariamente durante três dias e deixe-a descansar por mais uma semana sem mexer. Nesse composto a temperatura mais alta é favorável para a decomposição dos materiais. Quando abaixar a temperatura estará pronto.
Aplicação: Em terra fraca pode-se aplicar 1 quilo por metro quadrado; se o solo for bom, bastam 200 gramas no mesmo espaço. Convém alternar o uso desse composto com o bokashi nitrogenado.

BIOFERTILIZANTE COM FOSFORO E POTÁSSIO – aplicação foliar
Ingredientes: Esterco fresco de bovinos: 50 kg ; Farinha de ossos: 15 kg (fornece fósforo); Cinzas de madeira: 5 kg (fornece potássio); Melaço de cana: 4 kg Água: 100 – 120 litros (para tambor de 200 litros).
Preparo: Colocar a água no tambor e em seguida os demais ingredientes, mexendo bem. Tampar hermeticamente, colocando a mangueira para escape dos gases. Deixar fermentar por 30 a 40 dias.
Aplicação: Pulverização de pomares, cafezal ou hortaliças, com 1 a 2 litros do biofertilizante coado por 100 litros de água.

Técnicas Especiais
ADUBOS VERDES
Com a pratica da adubação verde é possível recuperar a fertilidade do solo, proporcionando aumento do teor de matéria orgânica, da capacidade de troca de cátions e da disponibilidade de macro e micronutrientes, formação e estabilização de agregados, melhoria da infiltração de água, diminuição de água e aeração; diminuição diuturna da amplitude de variação térmica, controle dos nematóides e, no caso das leguminosas, incorportação ao solo do nutriente nitrogênio, efetuada através da fixação biológica. Na adubação verde, a razão da preferência pelas leguminosas é principalmente pelo fato destas, em simbiose com bactérias do gênero Rhizobium e Bradyrhizobium, fixarem N do ar em quantidade suficiente para satisfazer suas necessidades e gerar excedentes para a cultura que a sucede. Algumas leguminosas utilizadas na adubação verde são: crotalárias, feijão de porco, guandu, lablab, calopgônio, centrosema, soja-perene, siratro, etc. Na proxima edição, vamos apresentar as demais vantagens das leguminosas e a comparação com as gramíneas.

Uso das leguminosas como adubos verdes
As leguminosas (crotalárias, guandu, mucuna, feijões, etc) em comparação com as gramíneas(capins, aveia, milheto, etc) são mais ricas em nitrogênio (N), fósforo(P), potássio (K) e cálcio (Ca). A adubação verde porém, não supre o solo em relação às suas deficiências minerais totais. Em solos deficientes em P, K, Ca, Mg, há necessidade de aplicar no solo os referidos elementos, de preferência quando instalar culturas econômicas, usadas em sucessão ou rotação com o adubo verde. O enterrio de restos vegetais pobres em nitrogênio, como capins, bagaços, palhas, etc, nem sempre proporcionam os resultados esperados, isto porque a flora microbiana não tem à sua disposição as quantidades suficientes de nitrogênio para o seu desenvolvimento. Ao contrário, as leguminosas em decomposição, são mais ricas, e apresentam proporção mais favoráveis à biologia do solo e efeito positivo nas lavouras. O sistema radicular das leguminosas pode alcançar elevada profundidade com capacidade de absorver água e extrair nutrientes minerais destas camadas do solo, proporcionando assim, uma reciclagem e redistribuição de nutrientes. Outros fatores importantes a considerar são: a proteção oferecida pela cobertura vegetal, as menores amplitudes diuturnas da variação térmica do solo, a proteção ao impacto das gotas da chuva e ao escorrimento superficial, proporcionando uma temperatura no solo mais estabilizada e protegendo o solo contra importantes perdas de nutrientes de água e do solo.
Rotação de culturas com leguminosas Um sistema de rotação de culturas empregando leguminosas traz, além dos benefícios citados, incremento na produtividade e economia de adubo nitrogenado na cultura que a sucede, no esquema de sucessão ou de rotação. O fato de certas leguminosas serem más hospedeiras de nematóides, formadoras de galhas e serem de fácil produção de sementes contribui para a difusão de seu uso em sistemas de produção. A ação das leguminosas sobre os nematóides pode ser caracterizada sob dois aspectos: primeiro, pela ação direta na inadequada hospedagem de algumas espécies e, segundo, pelo maior equilíbrio microbiológico que as leguminosas utilizadas conferem ao solo por ocasião da distribuição da fitomassa. Uso de leguminosas para melhoria da fertilidade do solo Durante as últimas décadas, devido a intensificação dos cultivos e aumento da disponibilidade de fertilizantes químicos de baixo custo, houve um declínio no uso da adubação verde(Singh et al., 1991). Atualmente, observa-se a procura de um sistema de produção agrícola que seja capaz de recuperar a fertilidade do solo, incluindo a utilização de leguminosas como cobertura no outono-inverno, que têm apresentado resultados satisfatórios, na obtenção de renda extra e quanto aos efeitos benéficos na cultura subseqüente(Bulisani et al., 1987). Segundo Franco & Souto (1984) as leguminosas usadas em adubação verde, fixam em média, 188 Kg de N/ha/ano, sendo estes adicionados ao solo, podendo assim racionalizar o uso de N. Com esta prática, pode-se recuperar a fertilidade do solo, perdida devido ao manejo inadequado e à adoção de monocultivo, obter N para a cultura seguinte e evitar, assim, adubos altamente solúveis que podem poluir o ambiente. São observados resultados positivos quanto ao fornecimento de N para a cultura seguinte, nas culturas do milho cultivadas após a soja, no algodão após a soja, na cana-de-açúcar após a soja, em áreas de reforma, e no milho após o tremoço.
Sistemas de cultivo das leguminosas Segundo Bulisani et al. (1987) há vários sistemas de cultivo, incluindo a utilização de leguminosas como cobertura do solo no outono-inverno, que têm apresentado resultados satisfatórios, tanto para obtenção de renda extra no período da entressafra de culturas de verão (milho, soja, algodão, etc.) como em termos de produção e melhoria do solo beneficiando a cultura subseqüente. A semeadura de mucuna-preta em linhas alternadas em associação ao milho é um exemplo desta prática que ocorreu na região da Alta Mojiana, no início dos anos 70. Além da mucuna-preta, pode-se utilizar outras espécies como a crotalária e guandu, que são cultivados, principalmente em sucessão à soja, em plantio direto. A crotalária, semeada até o final de abril, apresenta crescimento e cobertura do solo satisfatório, no início de junho. O guandu apresenta menor flexibilidade, necessitando semeadura mais antecipada, em fevereiro até início de março coadunando-se, portanto, somente com cultivos precoces. Outra opção na utilização das leguminosas é a produção de silagem ou mesmo banco de proteína no outono-inverno. O Lab lab purpureus (PRAIN) Kumari ex. M. Chandrabose & N.C. Nair, sinonímia Dolichos lablab L. pode prestar-se a essa finalidade e à de adubo verde, tanto associado ao milho em cultivo simultâneo, quanto em sucessão a essa gramínea. Em fruticultura de clima temperado, principalmente de figueiras e videiras, já se estuda, em caráter exploratório, a substituição do “mulch” de palha de capim ou bagaço de cana-de-açúcar aplicados no outono-inverno, pelo cultivo nesse período, nas entrelinhas com leguminosas ou gramíneas. Dentre as leguminosas, destacam-se pela adaptabilidade ao sistema, o chícharo (Lathirus sativus) e o tremoço amargo (Lupinus albus) e dentre as gramíneas a aveia-preta (Avena strigosa) e centeio (Secale cereale). É crescente o interesse por esta tecnologia por parte dos agricultores na região frutícula de Campinas e Sorocaba. O Vale do Paranapanema, no Estado de São Paulo, é uma região ao sul do paralelo 22 graus que apresenta uma melhor distribuição pluvial, com amplas possibilidades de implantação de leguminosas de outono-inverno em sistema de plantio direto, nos meses de fevereiro a maio. Seriam indicados para as semeaduras mais antecipadas a soja, a crotalária e a mucuna-anã; para as mais tardias o tremoço, chícharo, e possivelmente ervilha e grão-de-bico. Além dos fatores sócio-econômicos e culturais, pode se apontar como fatores limitantes ao pleno desenvolvimento das plantas nos sistemas agrícolas que incluam leguminosas como cobertura do solo, no período de outono-inverno.
ADUBAÇÃO VERDE
1.LEGUMINOSAS
Fazem associação com microorganismos (fungos e bactérias), beneficiando o solo. Aumenta a disponibilidade dos nutrientes Favorece a absorção de adubos parcialmente solúveis como fósforo de rochas. Grande produção de massa vegetal. Ex: crotalária 20 ton/ha MS Sistema radicular muito desenvolvido. Ex. nabo forrageiro, guandu Produz reciclagem de nutrientes, são fixadores de nitrogênio. Pela ação das micorrizas, com N ligado à matéria orgânica, absorve até 300 kg N/ha.
2. GRAMÍNEAS
Fornecedoras de carbono = matéria orgânica Aumenta a capacidade de troca de cargas do solo. Favorece a ligação entre os micronutrientes Protege e melhora a estrutura do solo. Mantém a atividade dos microorganismos e minhocas no solo Também possuem micorrizas, que não fixam N, porém aumentam o sistema radicular.
ADUBOS VERDES DE VERÃO( plantio em outubro até março)
CROTALÁRIA JUNCEA – outubro a maio
Grande produção de massa seca (20 ton/há) Ciclo de 180 dias; 300 a 400 kg N/ha Não precisa incorporar no florescimento, pode ficar no terreno (proteção) Reduz nematóides (galhas) devido ser má hospedeira de nematóides. Favorece a presença de predadores na matéria orgânica.
CROTALÁRIA PAULINA
Crescimento mais lento que a C. juncea, porém tem ciclo maior 260 dias. Maior teor de nitrogênio 300 kg/N/há Preferível quando preciso deixar descansar até as vésperas do plantio.
CROTALÁRIA SPECTABILIS
Tem porte baixo, indicado para plantio intercalar de plantas perenes (café, citros). Ciclo 90 a 100 dias, 60 a 120 kg N/ha Controle de de nematóides
FEIJÃO DE PORCO
Hábito de crescimento determinado, não trepadeira Efeito alelopático, como herbicida natural. Ex: tiririca e cana. Plantada no meio da cana, não compete e protege o solo até fechar a cana. Plantio intercalar em pomares
MUCUNA ANÃ – outubro a março
Crescimento determinado, ciclo de 160 dias Má hospedeira de nematóides Recomendado para horta, sendo exigente em fertilidade do solo.
MUCUNA PRETA
Ciclo longo 240 dias, incorpora até 120 kg N/ha Problema de tegumento duro, impermeável à água, precisa quebrar a dormência. Má hospedeira de nematóides
GUANDU
Sistema radicular profundo: subsolador biológico do solo Fixa até 280 kg de N ha Pode ser utilizada como forrageira e cobertura intercalar a culturas perenes
MILHETO (GRAMINEAS)– set/março
Cobertura vegetal, forrageira 40 a 50 ton . mv e 8 a 10 ton. ms ADUBOS VERDES DE INVERNO (plantio de março a junho)
GRÃO DE BICO (LEGUMINOSA)
Produz até 3 ton/grãos por hectare Precisa irrigar
CHÍCHARO/ERVILHACA (LEGUMINOSA)
Alto teor de fibra, de lenta decomposição, protege o solo Efeito sobre as ervas daninhas, reduzindo-as. Plantio intercalar em pomares.
AVEIA PRETA (GRAMÍNEA) – março a junho
30 a 60 ton mv e 2 a 6 ton ms Alto teor de fibra, protege o solo, reduzindo a presença de ervas daninhas. Cobertura vegetal, forrageira e supressora de nematóides
TREMOÇO (LEGUMINOSA) – março a junho
Arbustivo ereto, produzindo 30 a 40 ton/ha 130 a 170 kg N/ há Alto teor de alcalóides
NABO FORRAGEIRO (CRUCÍFERA)- março a junho
Herbácea determinada Produz 25 a 50 ton/ha Plantio intercalar em pomares

Normas e procedimentos técnicos para produção orgânica vegetal (Segundo as Normas do Ministério da Agricultura de 17/05/99)
1. Plantas
1.1. É vedada a utilização de organismos geneticamente modificados (ogm/transgênicos) em qualquer situação da produção vegetal.
1.2. As sementes e as mudas devem ser oriundas de sistemas orgânicos. Não existindo no mercado sementes oriundas de sistemas orgânicos adequadas a determinada situação ecológica específica, o produtor poderá lançar mão de produtos existentes no mercado, desde que avaliados pelos órgãos competentes da certificadora
1.3. Os produtos oriundos de atividades extrativistas só serão certificados como orgânicos caso o processo de extração não comprometa o ecossistema e a sustentabilidade dos recursos envolvidos na exploração e esteja devidamente credenciado junto aos demais órgãos competentes como IBAMA, DPRN.

2. Água
A água utilizada na produção deve apresentar-se dentro das características de Padrão Mínimo liberado pela CETESB, Adolfo Lutz ou outro Órgão Oficial (CONAMA 20), tanto para água de irrigação como para água de processamento e ou lavagem pós colheita. Deverão ser solicitadas análises Químicas, Biológicas e de Resíduos.
3. Manejo do Solo
3.1. Procedimentos Recomendados:
– Uso de implementos escarificadores e / ou subsoladores, que não invertam a camada arável e não pulverizem excessivamente o solo.
– Cultivo mínimo e plantio direto.
– Manejo da resteva e dos restos de culturas, com incorporação de matéria orgânica (desde que isenta de agentes químicos ou biológicos com potencial de poluição, infestação, infecção ou contaminação do solo).
– Diversificação da exploração agrícola, rotação e consorciação de culturas.
– Cobertura morta e viva.
– Adubação orgânica (estercos e outros restos orgânicos compostados ou curados, principalmente em relação ao manejo de estercos de aves, suínos e bovinos) e adubação verde.
– Utilização de bosque como quebra-ventos.
– Conservação de áreas com vegetação nativa e ou reflorestamentos.
– Controle de erosão por meio de terraceamentos, faixas de contorno, patamares, faixas de rotação, curvas de nível, etc.
– Manutenção da cobertura do solo pelo máximo tempo possível para eliminar os efeitos negativos da incidência direta de chuvas e de insolação.
– Não há nenhuma restrição às práticas de irrigação e drenagem, desde que feitas corretamente e com água de boa qualidade, as quais estejam enquadradas nos critérios do item 2 acima.

3.2. Procedimentos Tolerados:
– Uso de implementos que invertam ou desestruturem o solo, tais como arados, grades de disco e enxadas rotativas.
– Uso de resíduos orgânicos produzidos fora da propriedade, desde que isentos de potencial contaminante ou poluente.
3.3. Procedimentos Proibidos:
– Queimadas sistemáticas
– Falta de planejamento (incluindo sistemas, práticas e técnicas) para o manejo orgânico do solo.
– Ausência ou erradicação da flora e da fauna nas áreas de proteção aos mananciais (rios, córregos, nascentes), reservas legais e áreas de classe de capacidade VII e VIII.
– Utilização de material orgânico com potencial poluente ou contaminante.

4. Manejo de Plantas Invasoras
4.1. Procedimentos Recomendados:
– Quando possível deixar as plantas expontâneas juntamente com os cultivos comerciais para aumentar a diversidade de espécies e proteção do solo.
– Uso de sementes comprovadamente isentas de sementes de invasoras.
– Uso de plantas com efeitos alelopáticos, adubação verde, cobertura morta, cobertura viva, rotação e consorciação de culturas.
– Uso de produtos naturais que favoreçam a emergência e ou germinação das plântulas e ou sementes das ervas invasoras para posterior controle através dos procedimentos recomendados.
– Adoção de práticas mecânicas como: cultivos, roçadas, monda e capinas manuais nas épocas adequadas.
4.2. Procedimentos Tolerados:
– Uso de processos térmicos como lança chamas e queimadores especiais para controle de invasoras e eletro-choques, com equipamentos próprios.
– Adoção de práticas mecânicas como aração e gradeação, nas épocas adequadas.
– Uso de materiais de cobertura inertes (plásticos), desde que não propiciem contaminação ou poluição do solo e da água.

4.3. Procedimentos Proibidos:
– Uso de herbicidas químicos, derivados de petróleo e hormônios sintéticos.
5. Nutrição Vegetal
5.1. Procedimentos Recomendados:
Adição através de recomendação técnica de elementos cuja falta limita a plena atividade biológica do solo e a fisiologia vegetal, tais como:
– Calcários calcíticos, magnesianos e dolomíticos,
– Fosfatos naturais, de rocha, farinhas de ossos, e outras fontes de fósforo de baixa solubilidade; desde que observados os teores de metais pesados e halogênios previstos na legislação.
– Rochas minerais moídas como fontes de cálcio, fósforo, magnésio, potássio, etc.
– Cinzas e carvões vegetais e resíduos decompostos de biodigestores;
– Compostos de resíduos vegetais e estercos animais preferencialmente compostados por métodos biológicos aeróbios e anaeróbios, desde que isentos de potencial poluente ou contaminante;
– Guanos, húmus de minhocas;
– Tortas e farinhas de origem animal e vegetal desde que isentas de contaminantes (agrotóxicos, antibióticos e hormônios por exemplo).
5.2. Procedimentos Tolerados:
Aplicações esporádicas de produtos de solubilidade e concentração médias, principalmente nas lavouras orgânicas em conversão e com solos ainda não equilibrados, tais como:
– Superfosfatos simples, termofosfatos, escórias, semi-solubilizados, Sulfato de Potássio e/ou outras fontes de potássio de média ou baixa solubilidade (em solos pobres e durante o processo de transição que pode ser de 6 a 24 meses conforme recomendação e dosagem prescrita pelo técnico responsável);
– Fontes diversas de microelementos;
– Resíduos industriais, agro-industriais e urbanos, desde que isentos de contaminantes químicos e ou biológicos, com potencial poluente para o ambiente ou os produtos;
– Condicionadores de solo;
– Algas marinhas, plantas aquáticas e ou similares, preferencialmente processadas ou compostadas;
– Produtos inoculantes à base de microrganismos benéficos à atividade biológica do solo;

5.3. Procedimentos Proibidos:
– Utilização de adubos químicos de média a alta concentração e solubilidade incluindo Kcl, KNO3 e Salitre do Chile;
– Emprego de agrotóxicos e fitoreguladores;
– Produtos ou Resíduos industriais, agro-industriais e urbanos com propriedades corretivas, fertilizantes e ou condicionadores de solo, com agentes potencialmente poluentes ou contaminantes.

GRAVE RELATÓRIO TÓXICO SACODE O MUNDO

Quarta-feira, 21 de março, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) divulgaram seu Relatório Nacional sobre a Exposição Humana aos Produtos Químicos Ambientais (o relatório completo pode ser acessado em http://www.cdc.gov/nceh/dls/report). A Pesquisadora Sênior do Worldwatch Institute, Anne Platt McGinn, autora de Why Poison Ourselves: A Precautionary Approach to Synthetic Chemicals, comenta as conclusões do relatório CDC e os efeitos dos produtos tóxicos à saúde. O relatório CDC deverá colocar em destaque alguns dos riscos mais sérios – todavia ignorados – afetando a saúde humana hoje. Através de nova tecnologia que mede os produtos químicos diretamente em amostras de sangue e urina, o relatório CDC fornecerá dados sobre os níveis reais dos produtos químicos nos seres humanos. Os tóxicos sob análise incluirão chumbo, mercúrio e urânio; os produtos decompostos (ou metabolitos) de vários pesticidas contendo organofosfato (cerca da metade de todos os inseticidas utilizados nos Estados Unidos); metabolitos de ftalatos (aditivos encontrados em plásticos, especialmente em PVC); e cotinina (um produto decomposto da nicotina). “Este relatório deverá sacudir a opinião pública. Sabemos já há muito tempo que produtos químicos como chumbo, mercúrio e pesticidas com organofosfatos estão entre os mais tóxicos da Terra, mas até agora faltavam dados mais abrangentes,” declara McGinn. “Acredito que os novos dados nos proporcionarão uma visão muito mais completa de como estes produtos prejudicam as pessoas.” Fonte: Rede Agroecologia.

AS GRAVES CONSEQUÊNCIAS DO EMPREGO DOS AGROTÓXICOS
O Vale de San Joaquim, na Califórnia -EUA, é uma das regiões agrícolas mais produtivas do mundo. Esta é também uma das áreas de cultivo mais intensivamente tratadas com pesticidas. Com 1% das terras de cultivo dos EUA, representa 7% do consumo de pesticidas. Já em 1986, verificou-se que a maior parte dos 27 milhões de kg de pesticidas aplicados no vale, foram perdidos por deriva ou lançado nas águas subterrâneas. Os pesticidas, os quais incluem um provável carcinógeno, foram encontrados em 2.000 poços, incluindo 25 sistemas públicos de água. Embora relações definidas sejam difícieis de serem estabelecidas, muitos observadores suspeitam que os pesticidas são responsáveis por índices extensivos de câncer no vale. McFarland, uma pequena cidade na região, apresenta um índice de câncer infantil oito vezes maior que a média nacional americana, e os índices de defeitos congênitos e nascimentos de crianças mortas também são substancialmente mais altos que o normal. Estudos do Natural Resources Defense Coucncil- EUA, afirmam que os pesticidas representam um risco maior de câncer às crianças do que aos adultos, em virtude da maior vulnerabilidade dos mais jovens aos químicos tóxicos e ao relativo consumo maior, por parte desses, de frutas e vegetais.( Fonte:The Washington Post,august 30,1988,pA1-/25 february,25 -1989- The Global Ecol. Hand.1990).

EXPORTAÇÃO DE PESTICIDAS PROIBIDOS OU RESTRINGIDOS
Relatórios do governo americano afirmam que 25% de todos os pesticidas vendidos a outros países pelas companhias do país estão proibidos, restringidos ou não registrados para uso nos EUA. Estudos do governo concluiram, também, que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) não informa adequadamente os países importadores a respeito das retrições norte-americana sobre os pesticidas exportados, conforme exige a lei (The Global Ecol. Hand.1990).

USO INADEQUADO DOS AGROTÓXICOS
Os pescadores africanos do lago Volta de Gana, descobriram uma maneira ingênua de aumentar suas pescas diárias. Quando eles lançavam o inseticida Gammalin 20 (importado para uso no cultivo do cacau) no lago, muitos peixes morriam e flutuavam na superfície da água, podendo ser apanhados. Muitos desses peixes foram comidos pelos moradores locais, e outros foram vendidos. As pessoas na comunidade começaram a sofrer de sonolência, dores de cabeça, vômitos de diarréia – os primeiros sintomas de envenenamento pelo pesticida (i.a. lindane), vindo a seguir problemas mais sérios como convulsões, distúrbio do cérebro e danos ao fígado. A população de peixes do lago reduziu a menos de 20%. Mesmo assim, os pescadores não relacionaram o pesticida aos danos causados á saúde, até que foram alertados por uma agência privada.(Wold Resources 1986 p.173).

CURITIBA DIVERSIFICA A COMERCIALIZAÇÃO
A produção de alimentos orgânicos (sem uso de agrotóxicos) terá um crescimento de 60% na safra 2000/2001. A demanda aumenta cerca de 25% ao ano e vem avançando desde a safra 96/97. Esse crescimento está levando os agricultores a procurar novas alternativas para a comercialização de seus produtos.Estas são as Feiras orgânicas que funcionam hoje em Curitiba:

JARDIM BOTÂNICO
Sábados – das 07h às 12h
Rua Dr. Jorge Mayer – Praça de Itália ao lado da Igreja

EMATER – Feira Mista (produtos orgânicos e convencionais)
Quartas-feiras – das 07h às 12h
Rua da Bandeira em frente a EMATER
Nº barraca 07

SEMINARIO
Terças-feiras – das 07h às 12h
Rua Professor João Argemiro de Loyola, esquina com a Av. Pres. Arthur de S. Bernardes

PRAÇA DO EXPEDICIONÁRIO
Quartas-feiras – das 07h às 12h
Rua Saldanha de Gama (Praça do avião)

PASSEIO PÚBLICO
Sábados – das 07h às 12h
Rua Presidente Faria

PRAÇA DO JAPÃO
Quintas-feiras – das 07h às 12h
Av. Republica Argentina com Av. 7 de setembro

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA
Quartas-feiras – das 07h às 14h
Rua Papa João XXIII ao lado da Prefeitura

CABRAL – Praça São Paulo da Cruz (Igreja do Cabral)
Quintas-feiras – das 07h às 12h
Rua Bom Jesus, esquina com Av. Paraná

PRAÇA DA UCRÂNIA
Sábados – das 07h às 12h
Av. Candido Hartmann esquina com ruas Pe. Anchieta e rua Capitão Souza Franco.

SANTA FELICIDADE – Praça Piazza San Marcos
Sábado das 07h ás 12h
Via Veneto, em frente à Rua da Cidadania de Santa Felicidade – Santa Felicidade.

FEIRA ORGÂNICA DO PORTÃO – Praça Prof. Hildegard Schmah
Terças-feiras das 07h às12h.
entre as ruas Calixto Rasolini e Caetano Marchesini, no estacionamento do Museu Metropolitano de Artes

FEIRA ORGÂNICA DO SANTA QUITÉRIA – Praça Francisco Ribeiro Azevedo de Macedo
Sábados – das 07h às 12h

Entre as ruas Boayuva, Curupaitins, Prof. Brasilio Ovídio da Costa, e Capiberibe

MERCADO ORGÂNICO
Rua da Paz nº 608
Horário de funcionamento:
• segunda-feira das 07h às 14h
• terça-feira a sábado das 07h às 18h
• domingo das 07h às 13h

Fonte: CPRA

Além das feiras especializadas, os agricultores estão vendendo em lojas exclusivas de produtos orgânicos, mercados, cestas domiciliares e entregas em condomínios. A produção de grãos está sendo direcionada para a exportação. Fonte: http://www.emater.tche.br/mapa_do_site.htm

PRODUTOR FALA SOBRE A CONVERSÃO PARA O SISTEMA ORGÂNICO
Paro o produtor orgânico e engenheiro florestal Joe Carlos Vale – Fazenda Malunba-DF, é fácil introduzir um conceito de mudança para o produtor que está enfrentando dificuldades, pois a resistências é maior quando o sistema tradicional está produzindo um resultado economicamente viável. Para ele, a Embrapa também está apoiando a agricultura orgânica com desenvolvimento de sistemas de pesquisa para produção neste setor orgânico. Joe lembra que a Europa os orgânicos já dominam o mercado de alimentos e acredita num crescimento no resto do mundo. Com o aparecimento de novas tecnologias de produção, específicas para os orgânicos, a tendência é de um queda na diferença de preços em relação ao produto convencional, uma vez que o produtor estará menos sujeito aos riscos da produção, hoje maiores no caso de produtos sem agrotóxicos.Para reduzir esses riscos, é interessante começar com verduras mais adaptadas ao clima da região. O mais importante é uma produção com qualidade e não a quantidade. Todos os funcionários da fazenda de Joe Carlos conhecem as razões que norteiam a produção orgânica. “Explicamos o porquê de todas as normas técnicas exigidas pelas certificadoras”. Ele acredita que no cultivo orgânico é totalmente viável produzir até commodities, como o milho e a soja. Antes de tudo é preciso mudar o sistema de produção, investindo na diversificação e na biodiversidade. “O setor industrial químico escravizou o produtor, fazendo-o acreditar que é impossível produzir sem agrotóxico”. Joe acredita que muitos produtores não certificam seu produto por medo de custos adicionais. No entanto, a certificação é garantia de qualidade para o consumidor e de mercado para o produtor. “Para vender bem, é preciso certificação e associativismo na comercialização. No caso específico dos supermercados, é preciso qualidade, quantidade e regularidade no fornecimento”. Conforme ele, é preciso estar preparado para negociar com as grandes redes, porque elas têm muito poder de fogo, com executivos treinados para negociação vantajosa. Fonte: Revista Safra, fevereiro de 2001, p. 12 e 13.

FINANCIAMENTO, UM DOS MAIORES PROBLEMAS DO CULTIVO ORGÂNICO
“A maior dificuldade para os produtores aderirem à produção de orgânicos é a falta de financiamentos específicos”, afirma o engenheiro agrônomo Maurício Tadeu Lunardon, do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral). Segundo Lunardon. “O processo de conversão exige uso intensivo de mão-de-obra para capina do terreno e para o preparo de compostagens e adubo orgânico.” O período de conversão para a produção orgânica demora aproximadamente três anos, até o produtor receber o certificado do Instituto Biodinâmico ou outra entidade de reconhecimento internacional. “Nesse período, o produtor tem aumento nos custos mas ainda não pode comercializar a produção como orgânica, daí a sua dificuldade”, informou o engenheiro do Deral. Depois de obtido o certificado, o produtor consegue valorização média de 20% a 30% em relação ao produto convencional. Fonte: http://www.emater.tche.br/mapa_do_site.htm

PARA A FAO ORGÂNICOS SÃO A MANEIRA SEGURA PARA REDUZIR A FOME
Roma, março 6 (Reuters- David Brough) –A Agricultura orgânica tem o potencial de elevar rendas e assegurar alimento em países em desenvolvimento, mas os problemas de distribuição vão parar a guerra sobre fome, diz o corpo mundial de alimentos das Nações Unidas. A Food and Agriculture Organization (FAO) das Nações Unidas, com sede em Roma,acredita que a agricultura orgânica é uma maneira segura de cultivar alimentos e não está sujeita aos possíveis riscos de saúde e ambientais associados aos alimentos modificados geneticamente (GM). Dividido entre os dois sistemas diametricalmente opostos, a FAO, empenhada em erradicar a fome, vê o potencial benefício das culturas GM no sentido de aumentar as colheitas para alimentar os pobres, mas insiste que todas as precauções precisam ser tomadas para garantir a segurança. “Aumentar a produção de fazendas orgânicas no nível nacional não significa que se possa distribuir para todos”, Nadia Scialabba, especialista em cultivo orgânico e autoridade ambiental, disse a Reuters. “O valor do cultivo orgânico está na prevenção de problemas desconhecidos que vêm com a intensificação”, acrescenta, referindo-se a recentes temores sobre alimentos ligados ao cultivo industrializado, tais como o mal da vaca louca e preocupações sobre culturas de GM. Cerca de 800 milhões de pessoas ao redor do mundo estão severamente desnutridos. Três quartos das 1,2 bilhões pessoas do mundo, em pobreza abjeta – sobrevivendo com menos de um dólar por dia – vive em áreas rurais. As Nações Unidas admite que está ficando para trás em sua meta de erradicar a pobreza global e a fome até 2015. A FAO planeja uma Cúpula Mundial de Alimento em novembro, para estimular a vontade política para atingir tal meta. Fonte: Rede Clusters de Comunicação

BRASIL OPÇÃO PARA FORNECER ORGÂNICOS PARA A EUROPA
Com a legislação proibindo o cultivo de transgênicos e com os problemas sanitários nos rebanhos da Europa, que aumentaram a demanda por produtos saudáveis, o Brasil torna-se um fornecedor internacional de orgânicos. Para alavancar este comércio, a corretora de grãos francesa Cabinet Boyer está vindo se instalar em Brasília, no mês de maio. A meta é importar para a União Européia, Japão e Estados Unidos, 45 mil toneladas de grãos livres de agrotóxicos. A prioridade de compras é na região do Cerrado, onde o teor de proteínas dos grãos seria melhor. Mas até o momento só foram fechadas negociações com agricultores do Sul, da cooperativa Terra Preservada. Este ano, serão embarcadas cerca de duas mil toneladas de soja do Rio Grande do Sul e Paraná. Antes do envio, a produção passa por testes de transgenia na lavoura e em laboratórios. Os corretores franceses escolheram o Brasil porque a demanda por orgânicos na Europa está forte, o clima brasileiro permite o plantio de várias culturas – os pedidos são de diversos grãos – e a lei brasileira ainda proíbe transgênicos. “Queremos garantia de saúde” , argumenta Sabine Dominguez Alegria, corretora da Cabinet Boyer. A demanda dos clientes da empresa é de 25 mil toneladas de soja (para ração, alimentação humana e farelo), 10 mil toneladas de trigo (se o teor de proteína for adequado), cinco mil toneladas de girassol (para óleo) e cinco mil de tremoço. Só não foi pedido milho este ano porque a produção do grão na Europa foi boa. Apesar de a prioridade ser dada ao Brasil, se a produção nacional de orgânicos não atender à solicitação francesa, a empresa deverá completar a carga em outros países da América do Sul. Neila Baldi -ncbaldi@gazetamercantil.com.br – Fonte: Rede procoder@iica.org.br

Fonte: Zilmar

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Sobre Junior

Cristão, amante da Natureza, de bem com a vida, feliz por trabalhar com prazer
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