LINDO TEXTO

LINDO TEXTO

Texto maravilhoso! Uma lição a ser exercitada.

*SOBRE OS FELIZES…*

Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho…

(Autora: Socorro Acioli – Escritora)

Compartilhe somente com pessoas dispostas a se tornarem felizes com o que tem, onde quer que estejam e como sejam.

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GOSTEI DISTO!

GOSTEI DISTO!

 

O segredo da felicidade pode variar para cada pessoa, mas as pessoas felizes costumam ter hábitos e formas de pensar diferentes do restante da sociedade. Por isso, o Business Insider levantou os 25 hábitos de pessoas extremamente felizes e bem sucedidas. Confira o que as pessoas felizes fazem:

  1. Saboreiam o momento

    Os velhos clichês como “parar para cheirar as rosas” e “são as pequenas coisas da vida realmente levam à felicidade”. Pesquisadores chamam isso de “saborear” o momento. Em vez de ser multitarefa ou se focar no passado, no futuro ou na negatividade presente ao redor, as pessoas que estão mais satisfeitas com a vida param para apreciar a beleza e as pequenas e incríveis coisas da vida.

  2. Meditam diariamente

    A meditação é uma das formas mais eficazes de embarcar em um caminho de quietude e atenção plena, o que, por sua vez, dá à mente a ruptura necessária de todas as preocupações e ansiedades que a ocupam. O melhor de tudo é que leva apenas alguns minutos por dia. Alguns aplicativos disponíveis podem ajudar quem está começando.

  3. Não se apegam aos rancores

    Perdoar e esquecer é absolutamente necessário quando se trata de ser feliz. O motivo? Manter um rancor significa que você está preso à raiva, ao ressentimento, à dor e a outras emoções negativas que são obstáculos para a felicidade. Ao soltar essas emoções, você se livra da negatividade e deixa mais espaço para que as emoções positivas entrem.

  4. Gastam dinheiro com os outros

    “Nós descobrimos em nossa pesquisa que dar dinheiro aos outros realmente faz as pessoas mais felizes”, disse Michael Norton, professor da Harvard Business School e autor de “Happy Money: The Science of Smarter Spending”. “Um dos motivos é que ele cria conexões sociais. Se você tem um bom carro e uma casa grande em uma ilha sozinho, você não vai ser feliz, porque precisamos que as pessoas sejam felizes”, diz.

    As verdadeiras amizades exigem investimento. Isso nem sempre significa dinheiro, mas exige muito do seu tempo. Pessoas verdadeiramente felizes gastam tempo – e dinheiro – em seus relacionamentos.

  1. Estão ocupados, mas não apressados

    A pesquisa mostra que o sentimento de “pressa” pode levar ao estresse e à infelicidade. Ao mesmo tempo, as pessoas se esforçam para encontrar um meio termo feliz de estar apenas ocupado o suficiente. Afinal, outros estudos sugerem que um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal é fundamental, uma vez que o tédio pode ser oneroso.

  2. Se cercam das pessoas certas

    A felicidade é contagiosa. Isso significa que, quando você se cercar de outras pessoas que são felizes e solidárias, poderá criar autoconfiança, aumentar sua criatividade e simplesmente se divertir mais. No outro extremo, sair com pessoas negativas significa que você é apenas outro membro de um grupo triste – e isso é cansativo e não muito divertido.

  3. Não gastam energia em coisas pequenas

    As pessoas que estão felizes concentram sua energia e esforços apenas em coisas que são verdadeiramente importantes e estão sob seu controle. Lembre-se, se deixar ser consumido pelas coisas que você não tem absolutamente nenhum controle é uma perda de tempo que vai acabar fazendo você se inclinar mais para a infelicidade. Em outras palavras, domine a arte de deixar as coisas fluírem.

  4. Celebram o sucesso de outras pessoas

    Não é segredo que ter uma vida social rica e relacionamentos saudáveis são componentes importantes para a felicidade. Mas, pessoas felizes nutrem e melhoram seus relacionamentos através de atitudes “ativas e construtivas”, que incluem a celebração do sucesso daqueles ao seu redor.

  5. Tratam todos com respeito e bondade

    A bondade, como a felicidade, é contagiosa. Um estudo da Universidade da Califórnia e das universidades de Cambridge e Plymouth, no Reino Unido, descobriram que testemunhar atos de bondade nos faz sentir bem

  6. São otimistas

    Vamos ser honestos: coisas ruins acontecem a todos nós, até mesmo com as pessoas mais felizes e bem-humoradas do planeta. No entanto, eles não se queixam, reclamam, ou deixam o pessimismo se tornar uma profecia auto-realizável. Eles permanecem otimistas, concentrando-se em soluções para o problema e refletindo sobre o que têm para agradecer.

  7. São proativos em relacionamentos

    As evidências sugerem que a maioria dos relacionamentos – especialmente casamentos – esfriam ao longo do tempo. Mas as pessoas felizes realmente trabalham na manutenção desses relacionamentos.

  8. Dormem o suficiente

    Você provavelmente já ouviu isso um milhão de vezes, mas a qualidade do sono é absolutamente necessária para a felicidade. A privação do sono pode afetar negativamente sua saúde, produtividade e capacidade de lidar com situações estressantes. Se você tiver problemas para descansar e ter uma boa noite de sono, comece mantendo um horário para ir para a cama e evite luzes brilhantes antes de dormir. Se exercite e não coma ou beba álcool perto da hora de dormir.

  9. Passam o tempo na natureza

    A natureza tem um efeito calmante e nos lembra desacelerar, respirar profundamente e absorver o presente. “Agora, estamos vendo mudanças no cérebro e no corpo que sugerem que somos fisicamente e mentalmente mais saudáveis ??quando estamos interagindo com a natureza”, afirma o pesquisador David Strayer, da Universidade de Utah.

  10. Veem os problemas como desafios

    As pessoas felizes mudaram seu diálogo interno para que, quando houver um problema, eles o vejam como um desafio e uma oportunidade para melhorar suas vidas. Na verdade, você deve apenas seguir em frente e eliminar a palavra “problema” de sua mente completamente.

  11. Se recompensam

    “Recompensa” pode soar como uma estratégia autoindulgente e superficial, mas não é. “Quando nos damos recompensas, nos sentimos energizados e satisfeitos, o que aumenta nosso autocontrole e ajuda a manter nossos hábitos saudáveis”, disse Gretchen Rubin, autor de “The Happiness Project”.

    “Estudos mostram que as pessoas que receberam um pequeno deleite, como um presente ou mesmo a possibilidade de assistir a um vídeo divertido, ganharam autocontrole. É um segredo da idade adulta: se eu der mais a mim mesmo, posso exigir mais de mim mesmo. A autoestima não é egoísta”, disse Rubin.

  1. Expressam gratidão

    Pesquisas realizadas na Universidade da Califórnia mostram que aqueles que trabalharam diariamente para cultivar uma atitude de gratidão melhoraram seu humor e energia e reduziram substancialmente sua ansiedade. Isso ocorre, provavelmente, devido a níveis mais baixos de cortisol. Então, agradeça todas as manhãs, escrevendo em um diário sobre o que você agradece e, ocasionalmente, dizendo “obrigado” aos seus entes queridos e colegas.

  2. Sonham grande

    As pessoas mais felizes sonham grande e trabalham arduamente para transformar esses sonhos em objetivos alcançáveis. Elas são comprometidas e disciplinadas e conhecem suas prioridades. Elas se permitem dizer “não”, cuidar de sua saúde, sair de suas zonas de conforto e aceitar o fato de que podem ter que começar de novo.

  3. Passam algum tempo sozinhos

    Embora os relacionamentos sejam importantes para a felicidade, todos precisamos de algum tempo sozinho. Isso dá a chance de entender suas preocupações e ansiedades, refletir sobre o que você é grato e voltar a seguir seus sonhos e desejos.

  4. Não inventam desculpas

    É incrivelmente fácil culpar alguém por suas falhas. O problema é que isso não permite que você siga em frente e ultrapasse essas falhas. Pessoas felizes assumem a responsabilidade por seus erros e usam esse fracasso como uma oportunidade para mudar suas vidas para melhor.

  5. Têm uma mentalidade focada em crescimento

    Quando se trata de personalidade, os indivíduos caem em um dos dois campos: aqueles com mentalidade estática ou aqueles com mentalidade focada em crescimento. Pessoas com uma mentalidade estática acreditam que você é quem você é e não há nada que possa fazer sobre isso. Isso é um problema, porque impede que cresçam ou mudem.

    Pessoas com uma mentalidade de crescimento, no entanto, acreditam que podem melhorar com pequenos esforços, o que os deixa felizes porque estão mais aptos a lidar e superar desafios.

  1. Gastam dinheiro em experiências e não em coisas materiais

    Várias pesquisa mostram que as pessoas são mais felizes ao adquirir experiências em vez de coisas materiais. Isso ocorre porque as experiências tendem a melhorar ao longo do tempo e as pessoas revivem essas experiências mais frequentemente. As experiências podem ser únicas e envolvem interação social.

    Além disso, o materialismo pode ter efeitos negativos. Em seu livro “Os Mitos da Felicidade”, Sonja Lyubomirsky explicou que “uma montanha de pesquisas mostrou que o materialismo esgota a felicidade, ameaça a satisfação com nossos relacionamentos, prejudica o meio ambiente, nos torna menos amigáveis, simpáticos e empáticos, e nos torna menos inclinados a ajudar os outros e contribuir com nossas comunidades”.

  1. Têm um ritual matinal

    Os rituais matinais são tranquilizadores e preparam o ambiente para o dia que está começando. Se você medita, faz caminhada, lê um livro inspirador, escreve um diário, faz um café da manhã saudável ou lê emails, o importante é que você crie um ritual.

  2. Cuidam de si mesmos

    Como o corpo e a mente estão conectados, faz sentido que, se você não está se cuidando fisicamente, sofrerá mental e emocionalmente. Comece começando a dormir bem todas as noites, mantenha uma dieta bem equilibrada, exercite-se regularmente e encontre maneiras saudáveis de aliviar o estresse.

  3. Usam seus pontos fortes

    A pesquisa mostrou que usar nossos pontos fortes nos faz sentir mais felizes e mais satisfeitos. Como Shawn Achor explicou em seu livro “A Vantagem da Felicidade”: “Quando 577 voluntários foram encorajados a escolher um de seus pontos fortes e usá-lo de uma maneira nova a cada dia por uma semana, eles ficaram significativamente mais felizes e menos deprimidos do que os grupos de controle”

    “E esses benefícios duraram: Mesmo após a conclusão do experimento, seus níveis de felicidade permaneceram elevados seis meses depois. Estudos mostraram que quanto mais você usa seus pontos fortes no dia a dia, mais feliz você se tornará”, explica.

  1. Se envolvem em conversas profundas e significativas

    Pessoas felizes ignoram bobagens e se envolvem em conversas profundas. Em uma pesquisa sobre o assunto, Christopher Peterson escreveu que “os participantes mais felizes passaram mais tempo conversando com os outros, uma descoberta não surpreendente dada a base social da felicidade”.

Fonte: Infomoney.

 

 

 

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PERMANECER ACORDADO TRATAMENTO EFICAZ CONTRA A DEPRESSÃO

PERMANECER ACORDADO TRATAMENTO EFICAZ CONTRA A DEPRESSÃO

Usar privação de sono para levantar pessoas de depressão severa pode parecer contra-intuitivo, mas para algumas pessoas, é a única coisa que funciona. Linda Geddes relata.

O primeiro sinal de que algo está acontecendo são as mãos de Angelina.Enquanto ela conversa com a enfermeira em italiano, ela começa a gesticular, balbuciando, moldando e circulando o ar com os dedos. À medida que os minutos passam e Angelina se torna cada vez mais animada, percebo uma musicalidade em sua voz que tenho certeza de que não estava lá antes. As linhas em sua testa parecem ser suavizantes, e as franzidas e alongamentos de seus lábios e a enrugamento de seus olhos me falam tanto sobre seu estado mental quanto qualquer intérprete poderia.

Angelina está ganhando vida, exatamente como meu corpo está começando a desligar.São 2 da manhã, e estamos sentados na cozinha brilhantemente iluminada de uma enfermaria psiquiátrica, comendo espaguete. Há uma dor aborrecida por trás dos meus olhos, e continuo a zoning, mas Angelina não vai dormir durante pelo menos mais 17 horas, então estou me acendendo por uma longa noite. No caso de duvidar de sua determinação, Angelina remove seus óculos, olha diretamente para mim e usa seus polegares e dedos inferiores para abrir a pele enrugada e cinzenta em torno de seus olhos. “Occhi aperti”, diz ela. Olhos abertos.

Esta é a segunda noite em três que Angelina foi deliberadamente privada do sono. Para uma pessoa com transtorno bipolar que gastou os últimos dois anos em uma depressão profunda e incapacitante, pode soar como a última coisa que ela precisa, mas Angelina – e os médicos tratando-a – espero que seja sua salvação. Durante duas décadas, Francesco Benedetti, que lidera a unidade de psiquiatria e psicobiologia clínica do Hospital San Raffaele de Milão, vem investigando a chamada terapia de vigília, em combinação com exposição a luz brilhante e lítio, como meio de tratamento de depressão, onde as drogas têm frequentemente falhou. Como resultado, psiquiatras nos EUA, no Reino Unido e em outros países europeus estão começando a tomar conhecimento, lançando variações em suas próprias clínicas. Essas “crateroterapias” parecem funcionar com o início de um relógio biológico lento; ao fazê-lo, eles também estão lançando nova luz sobre a patologia subjacente da depressão e sobre a função de dormir de forma mais geral.

“A privação do sono realmente tem efeitos opostos em pessoas saudáveis ​​e com depressão”, diz Benedetti. Se você estiver saudável e você não dorme, você sentirá de mau humor. Mas se você está deprimido, pode provocar uma melhoria imediata do humor e das habilidades cognitivas. Mas, Benedetti acrescenta, há uma chance: uma vez que você vai dormir e apanhar as horas perdidas de sono, você terá 95 por cento de chance de recaída.

O efeito antidepressivo da privação do sono foi publicado pela primeira vez em um relatório na Alemanha em 1959. Isso capturou a imaginação de um jovem pesquisador de Tübingen na Alemanha, Burkhard Pflug, que investigou o efeito em sua tese de doutorado e em estudos subsequentes na década de 1970. Ao privar sistematicamente as pessoas deprimidas do sono, ele confirmou que gastar uma única noite acordada poderia sacudir-lhes a depressão.

Benedetti se interessou por essa idéia como um jovem psiquiatra no início dos anos 90.Prozac foi lançado apenas alguns anos antes, dando uma revolução no tratamento da depressão. Mas essas drogas raramente foram testadas em pessoas com transtorno bipolar. Experiência amarga desde então ensinou Benedetti que os antidepressivos são em grande parte ineficazes para pessoas com depressão bipolar de qualquer maneira.

Seus pacientes precisavam desesperadamente de uma alternativa, e seu supervisor, Enrico Smeraldi, teve uma idéia na manga. Tendo lido alguns dos primeiros trabalhos sobre a terapia de vigília, ele testou suas teorias em seus próprios pacientes, com resultados positivos. “Sabíamos que funcionou”, diz Benedetti. “Pacientes com essas terríveis histórias estavam ficando bem imediatamente. Minha tarefa era encontrar uma maneira de fazê-los ficar bem “.

Então ele e seus colegas se voltaram para a literatura científica para idéias. Um punhado de estudos americanos sugeriram que o lítio poderia prolongar o efeito da privação do sono, então eles investigaram isso. Eles descobriram que 65 por cento dos pacientes que tomaram lítio apresentaram uma resposta sustentada à privação do sono quando avaliados após três meses, em comparação com apenas 10 por cento daqueles que não estão tomando o medicamento.

Uma vez que uma pequena soneca poderia prejudicar a eficácia do tratamento, eles também começaram a procurar novas maneiras de manter os pacientes acordados à noite e se inspiraram na medicina da aviação, onde a luz brilhante estava sendo usada para manter alertas dos pilotos. Isso também ampliou os efeitos da privação do sono, em uma extensão similar ao do lítio.

“Nós decidimos dar-lhes todo o pacote, e o efeito foi brilhante”, diz Benedetti. No final da década de 1990, eles estavam tratando rotineiramente pacientes com três cronoterapias: privação de sono, lítio e luz. As privações de sono ocorreriam todas as outras noites durante uma semana, e uma brilhante exposição à luz por 30 minutos por manhã continuaria por mais duas semanas – um protocolo que continuam a usar até hoje. “Nós podemos pensar nisso como pessoas que privam o sono, mas como modificando ou ampliando o período do ciclo sono-vigília de 24 a 48 horas”, diz Benedetti. “As pessoas vão para a cama todas as duas noites, mas quando eles vão para a cama, eles podem dormir o tempo que quiserem”.

O Hospital San Raffaele introduziu pela primeira vez a triagem tripla em 1996. Desde então, tratou cerca de mil pacientes com depressão bipolar – muitos dos quais não responderam aos antidepressivos. Os resultados falam por si mesmos: de acordo com os dados mais recentes, 70 por cento das pessoas com depressão bipolar resistente a medicamentos responderam à cronoterapia tripla na primeira semana e 55 por cento apresentaram melhora sustentada em sua depressão um mês depois.

E enquanto que os antidepressivos – se eles funcionam – podem levar mais de um mês para ter um efeito e podem aumentar o risco de suicídio enquanto isso, a cronometria geralmente produz uma diminuição imediata e persistente dos pensamentos suicidas, mesmo após apenas uma noite de privação de sono.

Angelina foi diagnosticada pela primeira vez com transtorno bipolar há 30 anos, quando ela estava nos 30 anos atrasados. O diagnóstico seguiu um período de estresse intenso: seu marido estava enfrentando um tribunal no trabalho e eles estavam preocupados em ter dinheiro suficiente para se sustentar e as crianças. Angelina caiu em uma depressão que durou quase três anos. Desde então, seu humor já oscilou, mas ela caiu com mais freqüência do que não. Ela toma um arsenal de drogas – antidepressivos, estabilizadores do humor, drogas anti-ansiedade e comprimidos para dormir – o que ela não gosta porque a faz sentir como uma paciente, embora reconheça que é o que ela é.

Se a conhecesse há três dias, ela diz, é improvável que eu a tenha reconhecido. Ela não queria fazer nada, ela parou de lavar o cabelo ou usando maquiagem, e ela fedia.Ela também se sentiu muito pessimista sobre o futuro. Depois de sua primeira noite de privação de sono, sentiu-se mais enérgica, mas isso diminuiu em grande parte depois de sua recuperação dormir. Mesmo assim, hoje ela se sentiu motivada o suficiente para visitar um cabeleireiro em antecipação à minha visita. Eu elogio sua aparência, e ela acaricia suas ondas tingidas e douradas, agradecendo-me por perceber.

 

Às 3 da manhã, nos movemos para a sala de luz, e entrar é como ser transportado para o meio-dia. A luz solar brilhante entra através das clarabóias sobre a cabeça, caindo em cinco poltronas, que estão alinhadas contra a parede. Esta é uma ilusão, é claro – o céu azul e o sol brilhante não são mais do que plástico colorido e uma luz muito brilhante – mas o efeito é emocionante no entanto. Eu poderia estar sentado em uma espreguiçadeira no meio-dia; O único que falta é o calor.

Quando eu a entrevistei sete horas antes, com a ajuda de um intérprete, o rosto de Angelina permaneceu inexpressivo quando ela respondeu. Agora, às 3h20, ela está sorrindo e até começando a iniciar uma conversa comigo em inglês, que ela afirmou não falar. Ao amanhecer, Angelina está me falando sobre a história da família que ela começou a escrever, que ela gostaria de retomar e me convidando para ficar com ela na Sicília.

Como algo tão simples como ficar acordado durante a noite traz uma transformação desse tipo? Descartar o mecanismo não é direto: ainda não compreendemos completamente a natureza da depressão ou a função do sono, que envolvem múltiplas áreas do cérebro. Mas estudos recentes começaram a produzir algumas idéias.

© Eva Bee for Mosaic

A atividade cerebral de pessoas com depressão parece diferente durante o sono e a vigília do que a de pessoas saudáveis. Durante o dia, os sinais que promovem o despertar do sistema circadiano – nosso relógio biológico interno de 24 horas – são pensados ​​para nos ajudar a resistir ao sono, com esses sinais sendo substituídos por pessoas que procuram dormir durante a noite. Nossas células cerebrais também funcionam em ciclos, tornando-se cada vez mais excitáveis ​​em resposta a estímulos durante a vigília, com essa excitabilidade se dissipando quando dormimos. Mas em pessoas com depressão e transtorno bipolar, essas flutuações aparecem amortecidas ou ausentes.

A depressão também está associada a ritmos diários alterados de secreção hormonal e à temperatura corporal, e quanto mais grave a doença, maior o grau de ruptura. Como os sinais de sono, esses ritmos também são conduzidos pelo sistema circadiano do corpo, que por sua vez é conduzido por um conjunto de proteínas que interagem, codificadas por “genes de relógio” que são expressos em um padrão rítmico ao longo do dia. Eles dirigem centenas de processos celulares diferentes, permitindo-lhes manter o tempo um com o outro e ligar e desligar. Um relógio circadiano marca todas as células do seu corpo, incluindo suas células cerebrais, e são coordenadas por uma área do cérebro chamada núcleo supraquiasmático, que responde à luz.

“Quando as pessoas estão seriamente deprimidas, seus ritmos circadianos tendem a ser muito planos; eles não recebem a resposta usual de melatonina aumentando a noite e os níveis de cortisol são consistentemente altos em vez de cair à noite e à noite “, diz Steinn Steingrimsson, um psiquiatra do Hospital Universitário Sahlgrenska em Gotemburgo, na Suécia, que é atualmente executando um teste de terapia de vigília.

A recuperação da depressão está associada a uma normalização desses ciclos. “Eu acho que a depressão pode ser uma das conseqüências desse achatamento básico de ritmos circadianos e homeostase no cérebro”, diz Benedetti. “Quando dormimos – privar pessoas deprimidas, restauramos esse processo cíclico”.

Mas como ocorre essa restauração? Uma possibilidade é que as pessoas deprimidas simplesmente precisam de pressão de sono adicionada para iniciar um sistema lento.Pressão do sono – nosso desejo de dormir – é pensado para surgir devido à liberação gradual da adenosina no cérebro. Ele se acumula ao longo do dia e se liga aos receptores de adenosina nos neurônios, fazendo-nos sentir sonolento. As drogas que desencadeiam esses receptores têm o mesmo efeito, enquanto as drogas que os bloqueiam – como a cafeína – nos fazem sentir mais acordados.

Para investigar se esse processo pode apoiar os efeitos antidepressivos da vigília prolongada, pesquisadores da Universidade Tufts em Massachusetts levaram ratos com sintomas semelhantes a depressão e administraram altas doses de um composto que desencadeia receptores de adenosina, imitando o que ocorre durante a privação do sono. Após 12 horas, os ratos melhoraram, medidos por quanto tempo eles passaram tentando escapar quando forçados a nadar ou quando foram suspensos por suas caudas.

Nós também sabemos que a privação do sono faz outras coisas para o cérebro deprimido. Provoca mudanças no equilíbrio de neurotransmissores em áreas que ajudam a regular o humor, e restaura a atividade normal em áreas de processamento emocional do cérebro, fortalecendo conexões entre eles.

E como Benedetti e seu time descobriram, se a terapia de wake kick-starts um ritmo circadiano lento, o lítio e a terapia de luz parecem ajudar a mantê-lo. O lítio tem sido usado como um estabilizador de humor durante anos sem que ninguém realmente compreenda como ele funciona, mas sabemos que ele aumenta a expressão de uma proteína, chamada Per2, que impulsiona o relógio molecular nas células.

A luz brilhante, entretanto, é conhecida por alterar os ritmos do núcleo supraquiasmático, além de aumentar a atividade em áreas de processamento emocional do cérebro de forma mais direta. Na verdade, a Associação Americana de Psiquiatria afirma que a terapia de luz é tão eficaz quanto a maioria dos antidepressivos no tratamento da depressão não sazonal.

© Eva Bee for Mosaic

Apesar de seus resultados promissores contra o transtorno bipolar, a terapia de vigília tem sido lenta em outros países. “Você poderia ser cínico e dizer que é porque você não pode patenteá-lo”, diz David Veale, um consultor psiquiatra no South London e Maudsley NHS Foundation Trust.

Certamente, Benedetti nunca foi oferecido financiamento farmacêutico para realizar suas provações de cronometria. Em vez disso, ele tem – até recentemente – dependia do financiamento do governo, que geralmente é escasso. Sua pesquisa atual está sendo financiada pela UE. Se ele tivesse seguido a rota convencional de aceitar o dinheiro da indústria para executar ensaios de drogas com seus pacientes, ele chata, ele provavelmente não moraria em um apartamento de dois quartos e dirigiria uma Honda Civic de 1998.

O viés para soluções farmacêuticas manteve a cronoterapia abaixo do radar para muitos psiquiatras. “Muitas pessoas simplesmente não sabem sobre isso”, diz Veale.

Também é difícil encontrar um placebo adequado para privação de sono ou exposição a luz brilhante, o que significa que ensaios randomizados e controlados com placebo de cronoterapia não foram realizados. Por isso, há um certo ceticismo sobre o quão bem ele realmente funciona. “Embora haja um interesse crescente, não penso que muitos tratamentos baseados nesta abordagem ainda são rotineiramente utilizados – a evidência precisa ser melhor e existem algumas dificuldades práticas na implementação de coisas como a privação do sono”, diz John Geddes, professor de psiquiatria epidemiológica na Universidade de Oxford.

Mesmo assim, o interesse nos processos que sustentam a cronoterapia está começando a se espalhar. “Insights sobre a biologia do sono e os sistemas circadianos agora estão fornecendo alvos promissores para o desenvolvimento do tratamento”, diz Geddes. “Isso vai além dos produtos farmacêuticos – visando o sono com tratamentos psicológicos também podem ajudar ou até mesmo evitar transtornos mentais”.

No Reino Unido, nos EUA, na Dinamarca e na Suécia, os psiquiatras estão investigando a cronoterapia como tratamento para a depressão geral. “Muitos dos estudos realizados até agora foram muito pequenos”, diz Veale, que atualmente está planejando um estudo de viabilidade no Hospital Maudsley em Londres. “Precisamos demonstrar que é viável e que as pessoas podem aderir a ele”.

Até agora, os estudos que produziram produziram resultados mistos. Klaus Martiny, que pesquisa métodos não farmacológicos para o tratamento da depressão na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, publicou dois ensaios que analisam os efeitos da privação do sono, juntamente com luz diurna diária e horas de sono regulares, na depressão geral. No primeiro estudo, 75 pacientes receberam dodoxetina antidepressiva, em combinação com cronoterapia ou exercício diário. Após a primeira semana, 41 por cento do grupo de cronometria sofreram uma redução de metade dos sintomas, em comparação com 13 por cento do grupo de exercícios. E às 29 semanas, 62 por cento dos pacientes de terapia de esqui estavam sem sintomas, em comparação com 38 por cento dos que estavam no grupo de exercícios.

No segundo estudo de Martiny, hospitais hospitalar severamente deprimidos que não responderam aos antidepressivos receberam o mesmo pacote de cronoterapia que um complemento para as drogas e a psicoterapia em que estavam passando. Após uma semana, aqueles no grupo de cronoterapia melhoraram significativamente mais do que o grupo que recebeu tratamento padrão, embora nas semanas subsequentes o grupo controle apanhado.

Ninguém já comparou a terapia de vigília de cabeça a cabeça com antidepressivos;nem foi testado contra terapia de luz brilhante e lítio sozinho. Mas, mesmo que seja eficaz apenas para uma minoria, muitas pessoas com depressão – e mesmo psiquiatras – podem achar atraente a idéia de um tratamento sem drogas.

“Eu sou um empurrador de pílula para viver e ainda me agrada fazer algo que não implique pílulas”, diz Jonathan Stewart, professor de psiquiatria clínica da Universidade de Columbia, em Nova York, que atualmente está realizando um despertar julgamento de terapia no Instituto de Psiquiatria do Estado de Nova York.

Ao contrário de Benedetti, Stewart só mantém os pacientes acordados por uma noite: “Não vi muitas pessoas concordando em ficar no hospital por três noites, e também requer muita enfermagem e recursos”, diz ele. Em vez disso, ele usa algo chamado avanço de fase de sono, onde nos dias após uma noite de privação de sono, o tempo que o paciente vai dormir e acorda é sistematicamente adiantado. Até agora, Stewart tratou cerca de 20 pacientes com este protocolo, e 12 mostraram uma resposta – a maioria deles durante a primeira semana.

Também pode funcionar como profilática: estudos recentes sugerem que os adolescentes cujos pais estabelecem – e conseguem reforçar – as horas de sono anteriores são menores em risco de depressão e de pensamento suicida. Como terapia de luz e privação de sono, o mecanismo preciso não é claro, mas os pesquisadores suspeitam que um ajuste mais íntimo entre o tempo de sono e o ciclo luz-luz natural é importante.

Mas o avanço da fase do sono até agora não atingiu o mainstream. E, Stewart aceita, não é para todos. “Para aqueles para quem trabalha, é uma cura milagrosa. Mas, assim como o Prozac não faz com que todos melhorem, isso também não o faz “, diz ele.“Meu problema é que eu não tenho idéia antes do tempo, que vai ajudar”.

A depressão pode afetar qualquer um, mas há evidências crescentes de que as variações genéticas podem perturbar o sistema circadiano para tornar certas pessoas mais vulneráveis. Várias variações de genes do relógio foram associadas a um risco elevado de desenvolver distúrbios de humor.

O estresse pode então agravar o problema. Nossa resposta a ele é amplamente mediada pelo hormônio cortisol, que está sob forte controle circadiano, mas o próprio cortisol também influencia diretamente o timing de nossos relógios circadianos. Então, se você tiver um relógio fraco, a carga adicional de estresse pode ser suficiente para inclinar seu sistema ao longo da borda.

Na verdade, você pode desencadear sintomas depressivos em camundongos, expondo-os repetidamente a um estímulo nocivo, como um choque elétrico, do qual eles não podem escapar – um fenômeno chamado de desamparo aprendido. Em face desse estresse contínuo, os animais eventualmente acabam de desistir e exibem comportamentos semelhantes a depressão. Quando David Welsh, um psiquiatra da Universidade da Califórnia, em San Diego, analisou os cérebros de ratos com sintomas depressivos, ele encontrou ritmos circadianos interrompidos em duas áreas críticas do circuito de recompensas do cérebro – um sistema fortemente implicado na depressão.

© Eva Bee for Mosaic

Mas Welsh também mostrou que um sistema circadiano perturbado em si pode causar sintomas semelhantes a depressão. Quando ele pegou ratos saudáveis ​​e eliminou um gene do relógio chave no relógio principal do cérebro, eles pareciam com os ratos deprimidos que ele estudava anteriormente. “Eles não precisam aprender a ser indefesos, eles já estão desamparados”, diz Welsh.

Então, se os ritmos circadianos interrompidos são uma causa provável de depressão, o que pode ser feito para prevenir em vez de tratá-los? É possível fortalecer o seu relógio circadiano para aumentar a resiliência psicológica, em vez de remediar os sintomas depressivos por abandono do sono?

Martiny pensa assim. Atualmente, ele está testando se manter um horário diário mais regular pode impedir que seus pacientes deprimidos se recatem uma vez que eles se recuperaram e são liberados da enfermaria psiquiátrica. “É aí que o problema geralmente vem”, diz ele. “Uma vez que eles saem de alta, sua depressão piora novamente”.

Peter é um assistente de cuidados de 45 anos de Copenhague que lutou com a depressão desde o início da adolescência. Como Angelina e muitos outros com depressão, seu primeiro episódio seguiu um período de intenso estresse e agitação.Sua irmã, que mais ou menos o criou, saiu de casa quando tinha 13 anos, deixando-o com uma mãe desinteressada e um pai que também sofria de depressão severa. Logo depois disso, seu pai morreu de câncer – outro choque, como ele manteve seu prognóstico escondido até a semana anterior à sua morte.

A depressão de Peter o viu hospitalizado seis vezes, inclusive por um mês em abril passado. “De certa forma, estar no hospital é um alívio”, diz ele. No entanto, ele se sente culpado pelo efeito que tem sobre seus filhos, com sete e nove anos. “Meu filho mais novo disse que chorava todas as noites que estava no hospital, porque não estava lá para abraçá-lo”.

Então, quando Martiny disse a Peter sobre o estudo que ele acabara de começar a recrutar, ele aceitou concordar em participar. Apontada “terapia de reforço circadiano”, a idéia é fortalecer os ritmos circadianos das pessoas, incentivando a regularidade em seus tempos de sono, sono, refeição e exercício, e empurrando-os para passar mais tempo ao ar livre, expostos à luz do dia.

Durante quatro semanas depois de deixar a enfermaria psiquiátrica em maio, Peter usou um dispositivo que acompanhava sua atividade e dormia, e ele completou questionários de humor regulares. Se houvesse algum desvio na rotina dele, ele receberia um telefonema para descobrir o que aconteceu.

Quando eu conheço Peter, brincamos sobre as linhas de bronzeamento ao redor de seus olhos; obviamente, ele está levando o conselho sério. Ele ri: “Sim, estou ficando ao ar livre para o parque, e se for bom tempo, eu levanto meus filhos para a praia, para caminhadas ou para o campo de jogos, porque então eu farei um pouco de luz e isso melhora meu humor “.

Essas não são as únicas mudanças que ele fez. Ele agora se levanta às 6 horas da manhã para ajudar sua esposa com as crianças. Mesmo que ele não fome, ele come o café da manhã: tipicamente, iogurte com muesli. Ele não toma soneca e tenta ficar na cama às 10h. Se Peter acorda à noite, ele toma consciência – uma técnica que ele pegou no hospital.

Martiny puxa os dados de Peter em seu computador. Isso confirma a mudança para tempos anteriores de sono e vigília, e mostra uma melhora na qualidade de seu sono, o que é refletido por suas pontuações de humor. Imediatamente após a sua libertação do hospital, estes em média 6 em 10. Mas depois de duas semanas eles aumentaram para 8s ou 9s consistentes, e um dia ele conseguiu um 10. No início de junho, ele voltou ao trabalho dele na casa de cuidados, onde trabalha 35 horas por semana. “Fazer uma rotina realmente me ajudou”, diz ele.

© Eva Bee for Mosaic

Até agora, Martiny recrutou 20 pacientes para o seu julgamento, mas seu alvo é de 120; Portanto, é muito cedo para saber quantos responderão da mesma maneira que Peter, ou mesmo, se sua saúde psicológica for mantida. Mesmo assim, há evidências crescentes de que uma boa rotina de sono pode ajudar nosso bem-estar mental. De acordo com um estudo publicado em Lancet Psychiatry em setembro de 2017 – o maior julgamento randomizado de uma intervenção psicológica até o momento – insomniacs que passaram por um curso de terapia cognitivo-comportamental de dez semanas para resolver seus problemas de sono apresentaram reduções sustentadas na paranóia e experiências alucinantes como um resultado. Eles também experimentaram melhorias nos sintomas de depressão e ansiedade, menos pesadelos, melhor bem-estar psicológico e funcionamento do dia-a-dia, e eles eram menos propensos a experimentar um episódio depressivo ou transtorno de ansiedade durante o experimento.

Dormir, rotina e luz do dia. É uma fórmula simples, e fácil de dar por certo. Mas imagine se realmente poderia reduzir a incidência de depressão e ajudar as pessoas a se recuperar com mais rapidez. Não só melhoraria a qualidade de inúmeras vidas, isso salvaria o dinheiro dos sistemas de saúde.

No caso da terapia de vigília, Benedetti adverte que não é algo que as pessoas devem tentar administrar a si mesmas em casa. Particularmente para quem tem transtorno bipolar, existe o risco de desencadear uma mudança na mania – embora, na sua experiência, o risco seja menor do que o que se coloca ao tomar antidepressivos.Manter-se acordado da noite para a noite também é difícil, e alguns pacientes deslizam temporariamente para a depressão ou entram em um estado de humor misto, o que pode ser perigoso. “Eu quero estar lá para falar sobre isso quando acontece”, diz Benedetti. Os estados mistos muitas vezes precedem as tentativas de suicídio.

Uma semana depois de passar a noite acordada com Angelina, eu chamo Benedetti para verificar seu progresso. Ele me diz que após a terceira privação de sono, ela experimentou uma remissão completa em seus sintomas e voltou para a Sicília com o marido. Naquela semana, eles deveriam marcar seu 50º aniversário de casamento.Quando eu perguntei a ela se achava que seu marido notaria qualquer alteração em seus sintomas, ela disse que esperava que ele notasse a mudança na aparência física.

Esperança. Depois que ela passou mais de metade de sua vida sem isso, eu suspeito que seu retorno é o mais precioso presente de aniversário de ouro de todos.

Fonte: https://mosaicscience.com/story/staying-awake-surprisingly-effective-way-treat-depression/

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MUDANÇA CLIMÁTICA ESTÁ TRANSFORMANDO 99% DAS TARTARUGAS MARINHAS EM FÊMEAS – CLIMATE CHANGE IS TURNING 99% OF THESE BABY SEA TURTLES FEMALE

MUDANÇA CLIMÁTICA ESTÁ TRANSFORMANDO 99% DAS TARTARUGAS MARINHAS EM FÊMEAS – CLIMATE CHANGE IS TURNING 99% OF THESE BABY SEA TURTLES FEMALE

 

(FamVeld / Shutterstock.com)

Isso é loucura.

As tartarugas marinhas verdes não se desenvolvem em machos ou fêmeas devido a cromossomos sexuais, como os humanos e a maioria dos outros mamíferos. Em vez disso, a temperatura fora de um ovo de tartaruga influencia o sexo do embrião em crescimento.

E essa peculiaridade biológica incomum, dizem cientistas, põe em perigo seu futuro em um mundo mais quente.

Já algumas populações de tartarugas marinhas são tão distorcidas pelo calor que os jovens répteis são quase inteiramente femininos, de acordo com um novo relatório na revista Current Biology .

“Este é um dos papéis de conservação mais importantes da década”, disse o biólogo David Owens , um professor emérito no Colégio de Charleston que não fazia parte desta pesquisa.

Não demorará, talvez dentro de algumas décadas até um século, até “não haverá machos suficientes em populações de tartarugas marinhas”, advertiu.

O sexo de uma tartaruga verde é um resultado do seu ambiente.

“Eles têm determinação do sexo dependente da temperatura”, disse Camryn Allen, pesquisadora de endocrinologia da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional e co-autora do novo estudo. “Não é genética. Na verdade, é a temperatura”.

No que os biólogos chamam de temperatura de articulação, as tartarugas eclodem como uma mistura de machos e fêmeas.

Para as tartarugas marinhas verdes, esta temperatura é de 29,3 graus Celsius (85 Fahrenheit). Alguns graus abaixo de 29.3 C, todas as tartarugas marinhas nascem masculinas. Aquecer os ovos e apenas as fêmeas nascem.

“Essa faixa de transição, de 100 por cento dos homens a 100 por cento das mulheres, abrange uma faixa muito estreita de apenas alguns graus”, disse o biólogo marinho da NOAA e estuda o co-autor Michael Jensen .

Dirija-se ao equador ao longo da costa leste da Austrália e, perto da ponta do continente, você chegará aos locais de amendoim da tartaruga principal.

Cerca de 200 mil tartarugas colocam seus ovos nas praias da Ilha Raine e cays próximos. É um dos maiores encontros de tartarugas marinhas verdes do mundo.

As tartarugas marinhas verdes desempenham papéis críticos em seus ecossistemas. Eles pastoreiam os bermandes marinhos como o gado no pasto, e os nibbles das tartarugas parecem manter as plantas saudáveis .

Onde as tartarugas se alimentam é intocada, Jensen disse, intocado pela civilização humana. Dugongs e tubarões tigre cruzam por. E há cargas e muitas tartarugas.

“É realmente o lugar ideal para estudar tartarugas”, disse ele. “Há 30 anos de conhecimento sobre essa população ao longo da costa leste da Austrália”.

Foi aí que os autores do estudo estavam aguardando. Durante várias semanas, os cientistas coletaram tartarugas, tomaram amostras de plasma e liberaram os animais.

É difícil distinguir as jovens tartarugas masculinas das fêmeas. Seus recursos externos não são úteis – você não pode simplesmente virar uma tartaruga sub-adulta e inspecionar o trem de pouso.

No passado, os pesquisadores cortaram as tartarugas juvenis abertas para inspecionar suas gônadas. Mas os pesquisadores querem minimizar seu impacto sobre a população; A União Internacional para a Conservação da Natureza lista esses animais como ameaçados de extinção .

E a cirurgia de tartaruga laparoscópica é uma proposição insustentável em escala.

Allen trabalhou em uma nova técnica para revelar o sexo das tartarugas através de seus hormônios. Os cientistas examinaram as amostras de plasma em um laboratório da Califórnia.

“Você não pode usar testes genéticos”, disse Allen, porque “eles não têm cromossomos sexuais como os humanos”.

Os biólogos descobriram o primeiro gene do termômetro de tartaruga em tartarugas em 2016. Nem todas as tartarugas regulam seus sexos dessa maneira, mas as tartarugas são como tartarugas marinhas verdes a este respeito.

Por que o sexo das tartarugas está ligado à temperatura ainda não está claro, embora alguns biólogos tenham uma hipótese: as tartarugas que se desenvolvem em condições mais frias crescem, e isso pode beneficiar uma espécie de tartaruga se as maiores forem machos.

Estudos anteriores predisseram que as tartarugas marinhas verdes e outros répteis dependentes da temperatura podem estar mudando em resposta a um clima mais quente.

As tartarugas em todo o mundo “estão absolutamente afetadas agora”, disse Owens, que colaborou com alguns dos autores do estudo no passado.

“Muitas das outras espécies e populações que meus colegas estão estudando já estão apresentando 90 por cento ou mais populações femininas”.

Mas ninguém tinha visto nada na medida certa. (“Holy moly” é como Allen descreveu sua reação inicial aos resultados dos testes de laboratório).

Se Raine Island é uma fábrica de bebês, o interruptor da linha de montagem foi jogado em uma direção. Ele produz tartaruga feminina depois da tartaruga feminina.

Mais de 99% das tartarugas jovens são femininas, descobriram os cientistas, e 87% das tartarugas maduras são femininas. Para cada homem juvenil, há 116 tartarugas femininas.

Doom não virá para essas tartarugas amanhã. Na verdade, a população geral de tartarugas pode aumentar brevemente, desde que as tartarugas femininas mais numerosas possam encontrar machos para fertilizar seus ovos.

As tartarugas não precisam de uma proporção de 50:50 entre machos e fêmeas.

“Alguns machos podem percorrer um caminho realmente longo”, disse Jensen.“As tartarugas masculinas se encaixam mais freqüentemente” do que as tartarugas femininas fazem.

“É difícil dizer se é bom ou ruim, mas é grande e pode ter muitas consequências em cascata”, disse Rory Telemeco , biólogo da Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, não afiliado a esta pesquisa, que estuda o desenvolvimento de temperatura e répteis.

“Embora pareça um pouco assustador”.

Para estimar as temperaturas da areia, os autores do estudo usaram as temperaturas históricas do mar e do ar nos campos de reprodução entre 1960 e 2016. Na década de 1990, as estimativas de temperatura da areia foram consistentemente maiores do que a temperatura de pivô.

Os pesquisadores estavam convencidos de que a mudança climática era a mão na alavanca da fábrica. “Se não é mudança climática”, disse Allen, “então, o que é?”

Owens concordou. “A mudança climática é claramente o culpado”, disse ele.

Há outra região de nidificação, a mais de 1.000 milhas (1.600 km) ao sul da ilha de Raine, que permanece consistentemente mais fria. No sul da Austrália, a proporção de sexos é menos inclinada, com 1 tartaruga masculina para 2 tartarugas femininas. “Essas duas populações em extremidades opostas do recife têm relações de sexo massivamente diferentes”, disse Jensen.

Não parece provável, disseram os autores do estudo, que essas populações se cruzariam. Tartarugas, como o salmão, imprime nas áreas de nascimento. Os répteis retornam às suas costas para encontrar companheiros. “A criação ocorrerá nas proximidades dessas praias de nidificação”, disse Jensen.

Os pesquisadores estimam que as tartarugas marinhas verdes podem viver por 60 a 70 anos . “Ah, sim, alguns machos estão remanescentes, e haverá por décadas”, disse Owens.

“Mas eles acabarão por morrer. Eu prevejo que muito em breve a população do [Norte da Grande Barreira de Corais] começará a ver fertilidade reduzida na praia de nidificação, se isso ainda não estiver acontecendo”.

As boas notícias, de acordo com Jensen e Allen, são as estratégias de gerenciamento possíveis. Sombrear as praias ou derramar água na areia pode arrefecer as áreas de nidificação.

O governo australiano, através do Raine Island Recovery Project , está trabalhando para monitorar e proteger esses animais.

“Nós temos tempo em nossas mãos”, disse Allen. As tartarugas ainda têm maneiras de se adaptar, ela disse. É apenas uma questão de se adaptarem rapidamente.

2017 © The Washington Post

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MEL CRISTALIZADO, O QUE É ISTO?

MEL CRISTALIZADO, O QUE É ISTO?

 

Qual é a cristalização do mel?
O mel às vezes é um estado semi-sólido conhecido como cristalização ou mel granulado. Esse fenômeno natural acontece quando a glicose, um dos três principais açúcares no mel, precipita espontaneamente da solução de mel sobre saturada.
MIEL CRISTALIZADA, QUE ES ESTO??? - CRYSTALLIZED HONEY, WHAT IS THIS ???
A glicose perde água (tornando-se monohidrato de glicose) e assume a forma de um cristal (corpo sólido com uma estrutura ordenada e precisa). Os cristais formam uma malha que imobiliza outros componentes em forma suspensa, criando o semi-sólido acima mencionado.
A água anteriormente associada à glicose já está disponível para outros fins. Isso aumenta o teor de umidade em algumas partes do recipiente de mel. Devido ao aumento da umidade, o mel torna-se mais suscetível à fermentação.

Embora a cristalização seja geralmente indesejada no mel líquido, a cristalização controlada pode ser utilizada para produzir um produto desejável. A cristalização pode ser intencionalmente induzida e, com controle, pode ser usada para criar um produto conhecido como Creme de Mel. Isso também é conhecido como Mel Cremado, Melido, Mel Espalhado, Mel Agitado.

A cristalização espontânea resulta em um produto grosso com grânulos. A cristalização controlada resulta em um produto com uma finura e consistência suave.

Por que o mel cristaliza?
O mel cristaliza porque é uma solução supersaturada. Este estado de supersaturação (ou supersaturação) ocorre porque há muito açúcar no mel (mais de 70%) em relação à quantidade de água (muitas vezes inferior a 20%). A glicose tende a precipitar a solução, e a solução muda para um estado supersaturado mais estável.

A forma monohidratada de glicose pode servir como uma semente ou núcleo, que são essenciais no ponto de partida para a formação de cristais. Outras partículas pequenas, ou mesmo bolhas de ar, também podem servir como sementes para o início da cristalização.
Quais fatores influenciam a cristalização?
Muitos fatores afetam a cristalização do mel. Alguns grupos de mel nunca cristalizam, enquanto outros o fazem em poucos dias após a extração. O mel removido do favo de mel, processado com extratores (chamados centrífugas de mel no Chile) e bombeado, provavelmente é mais rápido para cristalizar do que se fosse deixado no favo de mel. A maioria do mel líquido cristaliza dentro de algumas semanas após a extração.

A tendência do mel para cristalizar depende fundamentalmente do teor de glicose e do nível de umidade do mel. A composição global do mel, que inclui outros açúcares que a glicose, e outras 180 substâncias identificadas como minerais, ácidos e proteínas também influenciam a cristalização.

Além disso, a cristalização pode ser estimulada por qualquer pequena partícula de pó, pólen, pedaços de cera ou própolis, bolhas de ar, que estão presentes no mel. Esses fatores estão relacionados ao tipo de mel, bem como a forma como é tratada e processada. As condições de armazenamento, tais como: temperatura, umidade relativa e tipo de recipiente, também podem afetar a tendência do mel a cristalizar.
Como os açúcares no mel afetam a tendência de sua cristalização?
O mel é composto principalmente de açúcares, um dos principais sendo glicose e frutose (em proporções semelhantes, em geral), bem como maltose e sacarose.

Como a concentração de açúcar é alta, então os açúcares precipitam e servem como núcleo para os cristais. Quando o mel é aquecido, os cristais de açúcar se dissolvem em estado líquido.

Como a cristalização é utilizada para fazer o “Crema Honey”?
Com a textura da manteiga, o mel finamente granulado permite que seja um alimento excepcional para espalhar. Em todo Edmundo, de fato, o “mel creme” é mais consumido do que o mel líquido.

Para produzir cristais finos, muitas sementes ou núcleos de cristais (sólidos) devem estar presentes no mel. O Processo Dyce (termo em inglês) é freqüentemente usado para fazer mel de nata.

Este método envolve a adição de núcleos iniciados ao mel depois de ter sido aquecido duas vezes (a 49 ° C e 66 ° C) e depois foi filtrado. O resfriamento, a secagem e a rectificação fina de mel, servem de grão (semente ou semente, também) de iniciação, que é misturado com frio com mel líquido. Este produto é estável em três dias, e em seis dias é cremoso e consistente.

A cristalização pode ser evitada?
Espontaneamente, a cristalização é controlada principalmente através de armazenamento adequado, aplicação de temperatura e / ou filtração. A manutenção de mel a uma temperatura na faixa de 40-71ºC durante a embalagem também permite baixas taxas de cristalização.

Os tratamentos de temperatura delicada atrasam a cristalização, dissolvendo os cristais e aquecimento muito rápido a 60-71ºC. Eles dissolvem os cristais e expulsam o ar incorporado (o que também estimula a cristalização).

A filtração remove partículas que podem atuar como núcleos, que podem iniciar o processo de cristalização. O mel com uma proporção baixa de água-glicose provavelmente permanecerá líquido, impedindo sua cristalização.

Que tipos de mel cristalizam mais rapidamente do que outros?
Embora a maioria das variedades de mel cristalize após a extração, que contém menos de 30% de glicose, como o tupelo de mel (espécies de árvores agradáveis, que está presente na América do Norte, Ásia Oriental e Malásia Ocidental) ) e Salvia (Salvia officinalis), resistem à granulação. A Tabela 1 mostra algumas variedades de mel e sua tendência a granular.
Como a cristalização pode afetar a qualidade do mel?
Em termos de consumo, o mel granulado parece inaceitável. Quando a granulação está incompleta, a camada cristalina é coberta por uma camada líquida com maior teor de água do que o mel original. Isso cria um ambiente favorável para o crescimento de fungos e pode levar à fermentação.
Como o armazenamento pode afetar a cristalização?
À temperatura ambiente, a cristalização começa em semanas ou meses (mas raramente em dias). O processo de cristalização pode ser evitado com armazenamento adequado, com ênfase em uma temperatura de armazenamento apropriada. Para o armazenamento a longo prazo, recomenda-se o uso de tambores de aço e aço inoxidável fortes (aço de qualidade 304, para alimentos) resistente à umidade.
Temperaturas frias (menores de 10ºC) são ideais para evitar a cristalização. As temperaturas moderadas (10-21ºC) geralmente promovem a cristalização. Temperaturas elevadas (21-27ºC) desencorajam a cristalização, mas degradam o mel. Temperaturas muito altas (acima de 27ºC) impedem a cristalização, mas incentivam a putrefação por fermentação, bem como a degradação do mel.
O mel processado deve ser armazenado entre (18-24ºC). O mel não processado deve ser armazenado sob 10ºC.Alternativamente, um estudo mostrou que o mel pode ser preservado em estado líquido se armazenado a 0ºC durante pelo menos 5 semanas, seguido de armazenamento a 14ºC.
O recipiente em que o mel é armazenado afeta a cristalização?
O mel é sensível à umidade na atmosfera. Durante o armazenamento em recipientes de polietileno (vulgarmente conhecidos como plástico) de baixa densidade, pode deixar a umidade escapar, o que pode contribuir para o processo de cristalização.
Diferentes espécies de plantas têm diferentes tendências de cristalização.
O signo + significa que tem mais tendência do que a média e o sinal significa que tem menos tendência do que a média para cristalizar.
Fonte: La familia de la Apicultura
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ANAIS DE ENCONTROS SOBRE ABELHAS – USP SP

ANAIS ENCONTRO SOBRE ABELHAS – USP SP 

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BENEFÍCIOS DO MEL À SAÚDE

BENEFÍCIOS DO MEL À SAÚDE

Nos últimos 2.500 anos, o mel tem sido um ingrediente essencial, usado por inúmeras culturas em todo o mundo. Talvez uma das razões pelas quais, até hoje, o mel é tão consumido, é devido à variedade de maneiras que pode ser usado: você pode comer uma colher de mel puro, ou no pão como uma geleia, você pode misturá-lo com suco ou chá para adoçar, ou simplesmente adicioná-lo à água morna e beber. Não importa como você o use, o mel se tornou um ingrediente extremamente útil e versátil. Também está se tornando cada vez mais reconhecido, não só por seu sabor surpreendente, mas suas propriedades medicinais. Para colher seus benefícios, selecionar o tipo certo de mel é o segredo.
mel

Conheça a Diferença Entre Mel Natural e Artificial

Tenha em mente que o mel cru (mel na sua forma mais pura) é o melhor. O mel puro não é filtrado, coado ou aquecido acima de 46 graus, ao contrário de muitas das variedades comerciais que encontramos nas prateleiras dos mercados. Na verdade, a maioria dos tipos comerciais são processados de uma forma que muitas (se não todas) enzimas benéficas, nutrientes e antioxidantes são completamente destruídas.

Mas como identificar a diferença entre os dois? Esses 4 testes irão ajudá-lo a determinar se o mel que você comprou, é puro ou não:

1. Textura

Diferentemente do mel artificial, o mel puro é sólido. Se você colocar o mel em uma colher, ele não irá escorrer e não será fácil passá-lo no pão, por exemplo.

2. Teste da água

Mel artificial dissolve facilmente na água. Já o puro, em contrapartida, se instala no fundo do copo com água.

3. O teste do tempo

O mel puro tende a cristalizar com o passar do tempo, enquanto uma imitação continuará cremosa, independentemente do tempo que está guardado.

4. Teste do fogo
mel

Mergulhe a ponta de um algodão ou pavio de vela no mel e sacuda o excesso. Tente acender o pavio ou algodão. Se queimar, o mel não tem água e outros componentes. Caso não queime ou estale, o mel é puro.
Para tirar o máximo proveito deste alimento benéfico, compre um mel cru e orgânico em uma loja de produtos naturais.

Os Nutrientes Essenciais Encontrados no Mel Puro

O mel cru é cheio de vitaminas e minerais essenciais, vitaminas B, incluindo B1 (Tiamina), B2 (Riboflavina), B3 (Niacina), B5 (Ácido pantotênico) e B6 (Piridoxina), que funcionam como coenzimas que ajudam o corpo a obter energia de alimentos. As vitaminas B também são importantes para manter um apetite normal, boa visão, pele saudável e função do sistema nervoso, bem como a formação de glóbulos vermelhos. O mel também é uma boa fonte de vitamina C, que beneficia o corpo ao manter as células juntas através da síntese de colágeno (um tecido conjuntivo que mantém os músculos, ossos e outros tecidos juntos).

O mel também contém minerais como magnésio, potássio, cálcio, cloro de sódio, cobre, ferro, manganês, enxofre, zinco e fosfato – a maioria dos quais ajuda no metabolismo corporal, balanço hídrico e saúde óssea, entre muitas outras qualidades benéficas.

10 Benefícios Que o Mel Puro Traz à Sua Saúde

1. Uma excelente fonte de energia

Os carboidratos na forma de glicose e frutose fornecem energia ao corpo, aumentam a resistência e reduzem a fadiga muscular. Na verdade, o mel é usado por muitos atletas como uma fonte de energia instantânea.

2. Um ótimo fornecedor de antioxidantes

Além de conter um amplo espectro de vitaminas e minerais, o mel também contém pinocembrina –  que é um flavonoide exclusivo do mel. Isso mantém as atividades enzimáticas saudáveis.

3. Desacelera o processo de envelhecimento
mel

O lento esgotamento das enzimas no corpo contribui parcialmente para o processo de envelhecimento. O mel puro, no entanto, é um dos poucos alimentos que ajuda a diminuir a perda de enzimas através da ingestão de amilase – uma enzima que quebra açúcares e carboidratos. Esse processo tem a capacidade de restaurar a pele danificada, dando um visual mais suave e jovem.

4. Sustenta boas bactérias

O mel sustenta Bifidobactérias, que estão presentes no trato gastrointestinal, e são essenciais na digestão eficiente e boa saúde. O mel também contém probióticos, que ajudam na produção e atividade das Bifidobactérias. O mel não fermenta no estômago e pode ser usado para aliviar a indigestão.

5. Trata alergias e mantém um sistema imunológico forte

O mel contém propriedades antibacterianas e antifúngicas, que podem tratar alergias e manter o sistema imunológico forte. Consumir mel frequentemente também pode fortalecer os corpúsculos brancos de sangue, que ajudam a combater doenças bacterianas e viroses.

6. Controla o açúcar no sangue

Evidências experimentais sugerem que o consumo de mel pode melhorar o controle do açúcar no sangue e a sensibilidade à insulina, em comparação a outros adoçantes. A tolerância do corpo ao mel é significativamente melhor do que a reação à sacarose e à glicose proveniente de outros alimentos. Indivíduos com maior intolerância à glicose (aqueles com diabetes leve e diabetes tipo 1 – uma condição crônica em que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina) apresentaram uma tolerância significativamente melhor ao mel do que a sacarose.

7. Ajuda a diminuir o colesterol
mel

Em uma série de experimentos envolvendo indivíduos saudáveis e aqueles com colesterol elevado, o mel foi considerado o adoçante mais saudável. No entanto, o mesmo estudo também descobriu que em pacientes com colesterol alto, o mel artificial aumentou o colesterol LDL (ruim), enquanto o mel puro e natural diminuiu o colesterol total em 8% e o colesterol LDL em 11%.

8. Reduz e elimina a tosse

Em crianças e adolescentes com idades entre 2 e 18 anos, o mel revelou-se mais eficaz do que o dextrometorfano, que é a droga antitussiva mais popular. O mel de trigo mourisco mostrou ser um remédio muito eficaz contra a tosse.

9. Cicatrizante natural

Foi revelado que o mel cru, quando aplicado topicamente na pele, contém uma série de benefícios na cicatrização de feridas. Como o mel é composto principalmente de glicose e frutose (dois açúcares que atraem fortemente a água), o mel absorve a água na ferida e seca-a, fazendo com que o crescimento de bactérias e fungos seja inibido. Estudos também descobriram que o mel de manuka diminui o nível de pH da superfície das feridas, de modo que os germes não podem mais sobreviver e as bactérias são destruídas.

10. Previne a redução de glóbulos brancos

O mel pode ser uma maneira eficaz e barata de prevenir o baixo número de glóbulos brancos causado pela quimioterapia. Em um pequeno estudo, 40% dos pacientes com câncer que sabiam estar em risco de neutropenia (hemograma muito baixo) tiveram essa condição revertida após tomarem 2 colheres de chá de mel terapêutico por dia durante o tratamento de quimioterapia.

Fonte: TudoPorEmail

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